Economize com energia solar! Quer saber como? Continue lendo este artigo para entender!
Possibilitando que residências, comércios e indústrias conquistem a independência energética, a energia fotovoltaica é um sistema de energia alternativo para a geração de eletricidade.
Proveniente de uma fonte abundante e inesgotável, a energia gerada pelo sol é limpa, ou seja, ela não emite nenhum tipo de poluição ou gases de efeito estufa, por isso não é prejudicial ao meio ambiente.
Entre os principais benefícios da energia solar, podemos elencar:
Fácil manutenção do equipamento;
Energia limpa, renovável e sustentável;
Redução da dependência de combustíveis fósseis;
Economia desde a instalação e garantia de até 95% de redução na conta de luz;
Possui um dos paybacks mais vantajosos do mercado.
Como a energia solar ajuda a economizar?
Ainda que possua diversos benefícios extremamente atrativos e vantajosos (como os já citados acima), o principal e mais atraente é a economia proporcionada por esse sistema.
Com a energia solar, a economia na conta de luz pode chegar até 95%, dependendo do caso. Além disso, por possuírem vida útil longa, as placas solares são altamente econômicas e podem durar de 25 a 30 anos.
Neste sentido, elencamos três principais pontos em que a energia solar ajuda a economizar. Veja abaixo!
1.1 – Payback
A energia solar possui um dos melhores e mais vantajosos paybacks (tempo que leva para o investimento “se pagar”) do mercado. Neste sentido, para entender melhor o payback do sistema fotovoltaico é preciso considerar dois fatores: o valor investido e o tempo de retorno.
O tempo médio de retorno do investimento em energia solar residencial é de cerca de 4 anos, enquanto que para empresas o payback é de aproximadamente 5 anos.
Ou seja, um sistema fotovoltaico projetado por uma empresa especialista, como a Ecoa, pode funcionar por mais de 30 anos. Dessa forma, podemos considerar que esse sistema terá quase 25 anos de lucro, visto que o investimento se pagará em cerca de 5 anos.
1.2 – Baixa manutenção
A manutenção do sistema de energia solar é outro aspecto que ajudará a economizar. Isso porque esse sistema precisa de pouca manutenção e de baixo custo.
Neste sentido, os cuidados com esse sistema consistem basicamente em limpar as placas solares uma vez ao ano, ou quando ocorrer uma queda na produção de energia.
Além disso, a limpeza das placas solares é bem simples de ser realizada, sendo necessário apenas passar um pano ou esguichar um pouco de água nas placas.
Caso seja preciso fazer a remoção de uma sujeira mais difícil, a recomendação é utilizar uma escova macia, esponja ou um pano suave, para não correr o risco de riscar a superfície da placa.
Mas, por segurança e para preservar o equipamento, recomendamos que você contrate profissionais para realizar a manutenção.
1.3 – País com clima favorável
O Brasil possui uma grande vantagem quando falamos em geração de energia através do sol. Isso porque a produção de energia por meio de um sistema fotovoltaico está diretamente ligada à oferta de sol.
Segundo dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar, o Brasil recebe, durante todo o ano, mais de 3 mil horas de brilho do sol, o que corresponde a uma incidência solar diária que varia entre 4.500 e 6.300 Wh/m².
Dessa forma, o país dispõe de uma condição climática extremamente favorável para a produção de energia através do sol, possuindo, ainda, altos níveis de irradiação.
Esse fator possibilita uma geração maior de energia elétrica e auxilia na economia, pois dessa forma, necessitará de menos demanda de energia da companhia elétrica.
Conclusão
Como vimos neste artigo, a energia solar é, sem dúvidas, um dos melhores sistemas de geração de energia elétrica do mercado, proporcionando diversos benefícios a quem faz a escolha certa de investir nesse sistema.
Mas, para aproveitar todas as vantagens da energia solar, você precisa contar com o auxílio de uma empresa especialista, como a Ecoa, que possui mais de 7 anos de experiência.
Ao realizar o seu projeto conosco, você tem a tranquilidade de saber que está entregando o seu planejamento nas mãos de quem entende do assunto.
Por isso, se você deseja investir em energia solar, a energia do futuro, e está em busca de experiência, profissionalismo, qualidade e especialistas capacitados, a Ecoa é o seu lugar.
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Possibilitando que residências, comércios e indústrias conquistem a independência energética, a energia fotovoltaica é um sistema de energia alternativo para a geração de eletricidade.
Proveniente de uma fonte abundante e inesgotável, a energia gerada pelo sol é limpa, ou seja, ela não emite nenhum tipo de poluição ou gases de efeito estufa, por isso não é prejudicial ao meio ambiente.
Entre os principais benefícios da energia solar, podemos elencar:
Fácil manutenção do equipamento;
Energia limpa, renovável e sustentável;
Redução da dependência de combustíveis fósseis;
Economia desde a instalação e garantia de até 95% de redução na conta de luz;
Possui um dos paybacks mais vantajosos do mercado.
Como a energia solar ajuda a economizar?
Ainda que possua diversos benefícios extremamente atrativos e vantajosos (como os já citados acima), o principal e mais atraente é a economia proporcionada por esse sistema.
Com a energia solar, a economia na conta de luz pode chegar até 95%, dependendo do caso. Além disso, por possuírem vida útil longa, as placas solares são altamente econômicas e podem durar de 25 a 30 anos.
Neste sentido, elencamos três principais pontos em que a energia solar ajuda a economizar. Veja abaixo!
1.1 – Payback
A energia solar possui um dos melhores e mais vantajosos paybacks (tempo que leva para o investimento “se pagar”) do mercado. Neste sentido, para entender melhor o payback do sistema fotovoltaico é preciso considerar dois fatores: o valor investido e o tempo de retorno.
O tempo médio de retorno do investimento em energia solar residencial é de cerca de 4 anos, enquanto que para empresas o payback é de aproximadamente 5 anos.
Ou seja, um sistema fotovoltaico projetado por uma empresa especialista, como a Ecoa, pode funcionar por mais de 30 anos. Dessa forma, podemos considerar que esse sistema terá quase 25 anos de lucro, visto que o investimento se pagará em cerca de 5 anos.
1.2 – Baixa manutenção
A manutenção do sistema de energia solar é outro aspecto que ajudará a economizar. Isso porque esse sistema precisa de pouca manutenção e de baixo custo.
Neste sentido, os cuidados com esse sistema consistem basicamente em limpar as placas solares uma vez ao ano, ou quando ocorrer uma queda na produção de energia.
Além disso, a limpeza das placas solares é bem simples de ser realizada, sendo necessário apenas passar um pano ou esguichar um pouco de água nas placas.
Caso seja preciso fazer a remoção de uma sujeira mais difícil, a recomendação é utilizar uma escova macia, esponja ou um pano suave, para não correr o risco de riscar a superfície da placa.
Mas, por segurança e para preservar o equipamento, recomendamos que você contrate profissionais para realizar a manutenção.
1.3 – País com clima favorável
O Brasil possui uma grande vantagem quando falamos em geração de energia através do sol. Isso porque a produção de energia por meio de um sistema fotovoltaico está diretamente ligada à oferta de sol.
Segundo dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar, o Brasil recebe, durante todo o ano, mais de 3 mil horas de brilho do sol, o que corresponde a uma incidência solar diária que varia entre 4.500 e 6.300 Wh/m².
Dessa forma, o país dispõe de uma condição climática extremamente favorável para a produção de energia através do sol, possuindo, ainda, altos níveis de irradiação.
Esse fator possibilita uma geração maior de energia elétrica e auxilia na economia, pois dessa forma, necessitará de menos demanda de energia da companhia elétrica.
Conclusão
Como vimos neste artigo, a energia solar é, sem dúvidas, um dos melhores sistemas de geração de energia elétrica do mercado, proporcionando diversos benefícios a quem faz a escolha certa de investir nesse sistema.
Mas, para aproveitar todas as vantagens da energia solar, você precisa contar com o auxílio de uma empresa especialista, como a Ecoa, que possui mais de 7 anos de experiência.
Ao realizar o seu projeto conosco, você tem a tranquilidade de saber que está entregando o seu planejamento nas mãos de quem entende do assunto.
Por isso, se você deseja investir em energia solar, a energia do futuro, e está em busca de experiência, profissionalismo, qualidade e especialistas capacitados, a Ecoa é o seu lugar.
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Usina Solar Fotovoltaica Encantada: investimento de alta perfomance em SC
O que é a Usina Solar Fotovoltaica Encantada e como funciona ?
A UFV Encantada é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), ou seja, uma empresa constituída, por prazo indeterminado, cuja atividade é a construção e operação de uma Usina Solar Fotovoltaica.
Frequentemente utilizada para compartilhar riscos financeiros nas atividades desenvolvidas, a SPE também é uma forma de empreendimento coletivo. Sendo uma modalidade de joint venture, as SPEs são usadas para projetos de maior complexidade em engenharia, como por exemplo, na construção de usinas hidrelétricas, redes de transmissão e projetos de Parceria Público-Privada (PPP).
Por ser uma UFV de autoconsumo remoto, a usina instalada em São Lourenço do Oeste/SC consegue abater parte do valor da conta de luz de 92 unidades de uma rede varejista localizada em Santa Catarina, chamada de Beneficiária da energia gerada.
Através de um contrato de longo prazo denominado pelo setor elétrico de PPA (Power Purchase Agreement), celebrado entre a Beneficiária de energia e a SPE, a UFV Encantada fornece um desconto no valor da fatura de energia que seria pago à concessionária, sem que a Beneficiária de energia necessite investir na construção e operação da UFV, trazendo assim perenidade ao modelo de negócio entre SPE, UFV e Beneficiária.
Onde fica a Usina Solar Fotovoltaica Encantada?
A UFV Encantada fica localizada em São Lourenço do Oeste/SC e ocupa uma área de aproximadamente 20.000 m² (2 hectares). A cidade de 361,8 km², fica na Mesorregião do Oeste do estado de Santa Catarina. Sua localização se dá em uma das regiões com maior índice de radiação solar direta anual do estado.
Confira o mapa de radiação de Solar de Santa Catarina em nosso Instagram
Quando iniciou a construção? E quanto tempo levou?
Processo de Instalação das Placas na Usina Encantada
Desenvolvido e executado pela Ecoa Energias Renováveis S/A, o projeto da UFV Encantada levou 6 meses para ser concluído (desde o início da fase de execução) e foi conectado à rede da distribuidora em novembro de 2021. Mas a fase inicial de projeto (ex.: avaliação documental do terreno, mapeamento de conexão à rede, testes de solo, questões ambientais e trâmites legais) levou o empreendimento à 1 ano e meio de desenvolvimento e construção. Uma curiosidade é que o nome da usina foi inspirado em uma caverna localizada em Florianópolis/SC.
Quantas placas foram utilizadas no projeto? Quanto de energia elétrica a UFV Encantada produz?
A UFV Encantada conta com 2.630 módulos instalados, perfazendo uma potência instalada de 1,4 MWp. Essa potência equivale a 1.058 árvores plantadas ou então a neutralização de 265 toneladas de CO2 emitidos na atmosfera, tudo isso no período de 1 ano.
Com geração média anual de aproximadamente 2 GWh, a UFV Encantada abastece um projeto privado no ramo varejista de Santa Catarina, e sua geração de energia supriria o consumo equivalente de 1.150 residências.
UFV Encantada, São Lourenço do Oeste/SC
O que é uma usina solar de autoconsumo remoto?
O autoconsumo remoto é uma das 3 modalidades de geração distribuída de energia. Nesse modelo, a Unidade Geradora poderá transferir o superávit de créditos (excedente) para mais de uma unidade consumidora na mesma titularidade, dentro da área de concessão da distribuidora de energia elétrica. Segundo a REN 687/2015 da ANEEL, isso permite que os créditos gerados em um sistema X sejam utilizados para reduzir o valor da conta de energia de um local Y, ou como no caso da UFV Encantada, de quase 100 locais distintos.
O desenvolvimento de um projeto dessa magnitude permite a economia de escala, uma vez que todos os custos são centralizados em uma única obra, sendo mais vantajoso no caso de se possuir diversas filiais e instalar o sistema em apenas uma delas, ou, em um terreno dedicado, gerando energia de forma remota para as outras filiais (desde que todas estejam no mesmo CNPJ raiz).
Como fazer parte desse mercado?
O futuro da energia solar é bem promissor, e é agora! Ao longo dos últimos anos, diversos investimentos já foram realizados no setor, gerando muitos empregos e renda. No entanto, para que tudo isso continue a pleno vapor, desenvolvendo o país no âmbito social, ambiental e econômico é preciso contar com o apoio de empresas especializadas no assunto.
A Ecoa, empresa que trabalha com a geração de energia elétrica por meio da fonte solar, foi fundada em 2014 com o propósito de entregar aos seus clientes os melhores projetos de sistemas fotovoltaicos. Com sede na cidade de Joinville, o negócio já conta com um portfólio robusto, reunindo trabalhos em diversas cidades do Brasil.
A Ecoa se destaca por possuir um time de engenheiros especialistas para o desenvolvimento dos projetos de Usinas Solares Fotovoltaicas. Seja como opção de investimento, uso da energia gerada ou locação de propriedade para construção, a empresa possui diversos formatos de parcerias.
A energia solar fotovoltaica é viável em propriedades rurais?
A inovação é uma realidade no campo. Cada dia mais, propriedades rurais investem em sistemas para produzir eletricidade! Para explicar como isso é possível, a ECOA Energias Renováveis elaborou um conteúdo exclusivo para você que tem uma propriedade no campo.
Por que utilizar energia solar em propriedades rurais?
Comparado aos imóveis urbanos, as propriedades rurais têm uma boa vantagem na produção de energia elétrica. Sabe por quê?
Na cidade, um dos únicos espaços para colocar as placas solares são os telhados. Dependendo dos imóveis ao redor, eles nem sempre recebem uma boa insolação. Já as propriedades rurais tem espaço livre para a instalação dos painéis solares na posição ideal para que o sol incida o ano inteiro, inclusive no solo.
Mas, as vantagens não param por aí:
O sistema funciona mesmo em dias nublados. Isso porque, os painéis solares também usam “luz difusa”, que é a luz solar que colidiu com outras coisas – como nuvens, neblina e poeira.
Embora ela seja menos intensa do que a tipo direto, também é convertida em eletricidade. Além disso, a manutenção do sistema é muito simples. Basta lavar as placas com água e esponja uma ou duas vezes por ano. Outra vantagem é que todo o excedente de energia que não é consumido é exportado para a rede da concessionária, virando crédito de energia para ser consumido em até 60 meses ou transferido para outra unidade consumidora.
Um sistema ECOA, por exemplo, tem uma performance de mais de 25 anos para a produção de energia! Mas o principal benefício vem para o bolso! Gerar a própria eletricidade traz muita economia e pode fazer a fatura de luz cair mais de 90%!
Como saber se a energia solar é para mim?
Entre em contato conosco e converse com um de nossos consultores. Eles vão tirar todas as suas dúvidas e explicar o funcionamento detalhado de um sistema solar. Além disso, você pode fazer uma simulação de economia de energia aqui. Que tal?
A energia solar fotovoltaicaultrapassou a potência instalada das termelétricas de gás natural e de biomassa, assumindo o posto deterceira maior fonte da matriz elétrica nacional, atrás apenas das hidrelétricas e eólicas, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ao todo, são 16,4 gigawatts (GW) de energia solar em grandes usinas e em pequenos projetos de geração própria, ante os 16,3 GW do gás natural e os 16,3 GW da biomassa. Segundo a Absolar, desde 2012, a fonte já trouxe ao Brasil mais de R$ 86,2 bilhões em novos investimentos, R$ 22,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 479,8 mil empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 23,6 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.
Para o diretor da entidade, Carlos Dornellas, o avanço da energia solar no Brasil, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil.
“A fonte ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do país, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população. As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, diz Dornellas.
Uma usina fotovoltaica de grande porte fica operacional em menos de 18 meses, desde o leilão até o início da geração de energia elétrica. Por outro lado, a fonte é intermitente e não gera energia durante a noite.
As hidrelétricas ocupam a primeira posição na matriz elétrica, com mais de 109 GW de capacidade instalada, e as eólicas seguem em segundo lugar, com 21,9 GW de potência.
Como a Ecoa vê o futuro
O futuro da geração de energia limpa, sustentável e renovável é promissor e repleto de oportunidades. Assim sendo, é reconhecendo nosso passado que olhamos com grande entusiasmo para o futuro.
A Ecoa está em um momento muitoimportante de transição de sua história, pois conta com projetos em andamento e crescimento sólido. Nos próximos anos, temos a missão clara de continuar atendendo com excelência nossos clientes. Desde projetos pequenos, como os residenciais, até projetos maiores no comércio e indústria.
Estamos abrindo caminho para focar em mercados ainda maiores como o de Usinas Solares, nicho que entendemos ser atualmente nossa expertise. Pois, é no conhecimento de projetos maiores que conseguimos ser ainda melhores nos pequenos projetos.
Por fim, esses 8 anos até aqui foram um marco, onde elevamos o patamar da companhia e do setor fotovoltaico de Santa Catarina e Brasil.
Acompanhe nossas atualizações e fique por dentro dessas novidades. Nós não vamos parar!
Começou no último domingo (06/11), no balneário de Sharm El Sheikh, no Egito, a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27). Temas como mercado de carbono, transição energética e medidas para mitigação dos efeitos da emergência climática serão discutidos e o Brasil tem papel fundamental na construção de respostas. O país sai à frente no tema da transição energética, segundo Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, a Confederação Nacional da Indústria.
“O mundo precisa alterar a forma como consome energia, com a passagem de uma matriz baseada em combustíveis fósseis para uma ancorada em fontes renováveis. Nesse processo, o Brasil sai na frente, pois já conta com uma elevada participação dessas fontes e vem ampliando o uso das energias eólica, solar e da bioenergia“, afirma.
Em entrevista exclusiva à Bússola (editoria da Revista Exame), Andrade falou ainda sobre como a indústria pode colaborar com os esforços de descarbonização, na redução da emissão de gases de efeito estufa e no fomento da economia circular.
Bússola: Um levantamento realizado pela CNI em junho mostra que 71% das indústrias adotam medidas sustentáveis como parte de sua estratégia corporativa. Mas ainda existem muitos desafios. Quais são os principais obstáculos, hoje, para a indústria na adoção dessas práticas e como a CNI pode colaborar para enfrentá-los?
Robson Braga de Andrade: O Brasil tem todas as condições para ser protagonista no processo de descarbonização da economia no mundo e consolidar uma posição de destaque na oferta de produtos da biodiversidade. A expressiva área coberta por florestas, a rica biodiversidade e a maior reserva de água doce do mundo são características naturais que favorecem nosso país na corrida pela economia verde. O país também se destaca pela matriz energética limpa.
Para aproveitar melhor essas vantagens, é preciso definir, com urgência, uma estratégia nacional sólida que contribua para o enfrentamento dos desafios climáticos e estimule os investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. Com uma ação governamental articulada com o setor privado, associada ao trabalho que vem sendo feito pela indústria, o país pode liderar a mobilização global pela economia de baixo carbono.
É essencial, ainda, acelerar o ritmo dos aprimoramentos regulatórios e estruturais para fortalecer a indústria nacional e, claro, atrair investidores. São vários desafios a serem enfrentados, como a redução do Custo Brasil e a melhoria da segurança jurídica, que são determinantes para que o investidor atue no país com foco nas agendas internacionais, como a produção de energia eólica offshore – em alto mar – e do hidrogênio verde.
Bússola: Nós estamos nos aproximando da COP 27, que começa na próxima semana no Egito. O senhor acha que o Brasil está preparado para enfrentar os desafios na direção de um mundo mais sustentável?
Robson Braga de Andrade: A CNI acompanha de perto as negociações para a COP27, e as ações do setor produtivo são decisivas para o êxito do combate ao aquecimento global. Não conseguiremos conter o avanço da temperatura na Terra sem que seja adotada uma economia de baixo carbono, incorporando tecnologias limpas e processos produtivos mais eficientes. A indústria brasileira tem feito a sua parte e implementado programas capazes de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.
O compromisso do Brasil é reduzir as emissões em 37% até 2025 e em 50% até 2030, partindo dos níveis de 2005. Para apoiar essa redução, a CNI propôs uma estratégia apoiada em quatro pilares: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal.
Estamos mobilizando o setor industrial e fazendo articulações com o governo para viabilizar o cumprimento dessas metas.
Bússola: Na COP26, o mercado global de carbono ocupou um espaço muito importante. Na ocasião, o Brasil assumiu justamente essas metas ousadas que o senhor citou, como a redução de 50% na emissão de CO2 até 2030 e neutralidade até 2050. A indústria pode ter um papel muito importante nesse processo. A indústria brasileira está preparada para isso?
Robson Braga de Andrade: Na COP26, ocorrida em 2021, o Brasil oficializou novos e mais ambiciosos compromissos nessa agenda climática. A indústria entendeu o seu papel e está agindo para reduzir suas emissões, o que tem se tornado prioridade de vários setores, inclusive com muitas empresas brasileiras se comprometendo a zerar suas emissões até 2050. O setor industrial é parte relevante desse processo, sendo um agente catalisador das potencialidades brasileiras, capaz de dinamizar um ciclo virtuoso de geração de emprego e renda em direção a uma economia de baixo carbono.
Nesse contexto, a criação de um mercado global de carbono é um dos instrumentos que contribui para ajudar os países a reduzirem as emissões de gases de efeito estufa. Mas sabemos que o sucesso dessa iniciativa dependerá de como a comunidade internacional irá operacionalizar e construir os caminhos a partir do que foi aprovado em Glasgow e de como o Brasil organizará o seu arcabouço institucional para implementar esse mecanismo. Além dos arranjos institucionais, ainda existem diversos aspectos legais a serem considerados.
Bússola: Ainda falando do mercado de carbono, existe um enorme potencial para que o Brasil se torne um grande exportador de créditos de carbono. Isso tem uma relação direta com conservação e manejo das florestas. Como a indústria se posiciona sobre esse assunto?
Robson Braga de Andrade: A indústria brasileira tem um potencial enorme para ser protagonista no uso eficiente e sustentável de recursos naturais, visando à inserção na economia de baixo carbono e aumentando a participação nas cadeias globais de valor, com mais produtividade, eficiência e geração de emprego e renda.
Entendemos que é fundamental que o Brasil tenha uma estratégia de implementação para a NDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada), visando o cumprimento do Acordo de Paris. O mercado de carbono é um dos instrumentos que pode contribuir para a implementação das metas assumidas pelo país. Mas precisa ser parte de uma estratégia mais ampla para o combate às mudanças climáticas, que deve comtemplar o controle do desmatamento ilegal, a expansão de energias renováveis e o fortalecimento da política nacional de biocombustíveis.
Em âmbito doméstico, entendemos que o mercado regulado é a melhor opção de precificação do carbono. As regras devem estimular a inovação, a segurança jurídica e a competitividade das empresas, sem aumentar a carga tributária e afetar a competitividade das nossas empresas. Defendemos a adoção do sistema cap and trade, em que empresas com volume de emissões inferior ao autorizado podem vender o excedente para as que lançam uma quantidade maior de gases de efeito estufa na atmosfera, o que estimulará investimentos em tecnologias verdes.
Bússola: A colaboração da indústria também será muito importante na transição energética. O que já foi feito e quais são as perspectivas para o futuro?
Robson Braga de Andrade: O mundo precisa alterar a forma como consome energia, com a passagem de uma matriz baseada em combustíveis fósseis para uma ancorada em fontes renováveis. Nesse processo, o Brasil sai na frente, pois já conta com uma elevada participação dessas fontes e vem ampliando o uso das energias eólica, solar e da bioenergia. E para que nosso país avance cada vez mais em relação às metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, além de continuar expandindo o uso de fontes renováveis e de biocombustíveis, é necessário promover a inovação e o desenvolvimento de novas fontes de baixo carbono, como o hidrogênio verde e a energia eólica offshore.
As indústrias brasileiras têm investido em projetos de eficiência energética, com tecnologias de ponta, mudanças na gestão dos insumos, ajustes na produção e tratamento de resíduos. De 2006 a 2016, a indústria química brasileira, por exemplo, cortou em 44% as emissões nos seus processos industriais.
Uma das iniciativas que têm contribuído para um uso mais racional dos recursos é o Programa Aliança, criado por meio de uma parceria entre a CNI, a Eletrobras, via Procel, e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Na primeira etapa do programa, implementada entre 2017 e 2020, foram atendidas 12 plantas industriais de setores como siderúrgico, químico, cimento e automobilístico. Em termos energéticos, foi evitado o equivalente ao consumo de energia de uma cidade de 60 mil habitantes durante um ano. Para a segunda fase, que já está em andamento, estão sendo destinados R$ 20 milhões para o desenvolvimento de projetos de eficiência energética em 24 indústrias.
Bússola: Hoje no Brasil, apenas 4% dos resíduos sólidos são recicláveis. Isso coloca o país em uma posição frágil em relação ao avanço da economia circular, que poderia gerar até US$ 4,5 trilhões em produção econômica até 2030, segundo estudos. Como a indústria pode colaborar para acelerar isso?
Robson Braga de Andrade: É importante ressaltar que a proposta de uma economia circular engloba todos os elos das cadeias de valor, sendo a reciclagem um desses elos. O Brasil tem pontos que possuem um potencial enorme de melhoria, como a recuperação de valor dos resíduos sólidos urbanos e o investimento em saneamento básico. Ao mesmo tempo, possui pontos fortes consideráveis, como a matriz energética com grande participação de fontes renováveis, maior biodiversidade do mundo e grande disponibilidade de recursos naturais e hídricos. Além disso, temos um setor industrial diversificado, com grande potencial de crescimento, e um significativo mercado consumidor em crescimento.
A economia circular promove a gestão estratégica dos recursos, desde a extração, uso e recuperação de valor destes recursos. Neste sentido, entendemos que a economia circular é um dos principais caminhos para que o Brasil promova a ampliação do setor industrial de forma sustentável, aproveitando a oportunidade para desenvolver novos mercados e elevar os índices de produtividade nacional, fomentando a pesquisa e a inovação tecnológica.
Os princípios da economia circular fazem parte do DNA do setor industrial. Agregar valor aos recursos naturais e entregá-los à sociedade é um dos seus principais propósitos. Tanto que, em 2019, a CNI realizou uma pesquisa nacional para verificar como o tema vem sendo tratado pelo setor e identificou que 76,5% dos entrevistados já adotam alguma prática de economia circular. Entre as principais, estão a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%).
No entanto, apesar de a indústria já ter incorporado algumas práticas de economia circular em seus processos, temos ainda um longo caminho pela frente para ampliar de forma efetiva o fluxo circular dos recursos ao longo das cadeias de valor. Para orientar o país na concretização desse desafio, pavimentando o caminho de transição para a economia circular, é prioritária a criação de um norte regulatório, que oriente os estados e municípios e engaje os setores público, privado e a sociedade na promoção da circularidade nas organizações e territórios. Ou seja, a instituição de uma política pública nacional que estimule a gestão estratégica dos recursos naturais, promova a inovação e a competitividade do setor privado, incentive a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e que fomente a conscientização da sociedade, promovendo o envolvimento e colaboração entre estes diversos atores.