A invasão da Rússia na Ucrânia pode significar um ponto de inflexão para a transição energética, desencadeando medidas que devem impulsionar os investimentos globais em fontes renováveis para um patamar superior a US$ 2 trilhões por ano até 2030. A conclusão é da nova edição do “World Energy Outlook”, publicação lançada dia 27 de outubro, pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), que faz um panorama da situação energética global atual.
De acordo com o relatório, a crise energética decorrente dos conflitos no leste europeu ocasionou distúrbios nos mercados de gás natural, carvão e eletricidade, além de estresse nos mercados de óleo e gás ao redor do mundo. Com a atual vulnerabilidade do setor de energia mundial, a IEA ressalta a necessidade de um sistema energético mais sustentável e resiliente.
A análise mostra que na maioria das regiões afetadas pela crise, onde havia maiores parcelas de fontes renováveis, os preços de energia eram mais baixos, o que auxiliou a minimizar os impactos das altas nos preços, ainda que não de forma suficiente. Com isso, diversos países estão tomando medidas de longo prazo para o setor, desenvolvendo políticas de diversificação no abastecimento de óleo e gás e de aceleração da transição energética, como os Estados Unidos com o ato de redução de inflação e o programa REPowerEU, da União Europeia.
Segundo projeções da agência, essas novas medidas devem impulsionar o investimento global em renováveis para o patamar de US$ 2 trilhões por ano até 2030, o que representa um aumento de mais de 50% na comparação com o momento atual.
“Os mercados e as políticas de energia mudaram como resultado da invasão da Rússia à Ucrânia, não apenas momentaneamente, mas pelas próximas décadas”, afirmou Fatih Birol, diretor-executivo da IEA. “Mesmo com as políticas atuais, o setor de energia global está mudando diante dos nossos olhos. As respostas governamentais ao redor do mundo prometem fazer deste um momento histórico de transição para um sistema energético mais limpo, acessível e seguro”.
Projeção do cenário
No cenário projetado pela agência, a demanda global por combustíveis fósseis apresenta um pico ou um limite, com o uso de carvão diminuindo pelos próximos anos e a venda de veículos elétricos aumentando e, consequentemente, diminuindo a demanda por gasolina até meados de 2030. De acordo com a projeção da IEA, isso significa que a demanda total por combustíveis fósseis vai cair de forma consistente de meados da década de 2020 até 2050.
Com isso, a participação dos combustíveis fósseis no sistema energético deve cair de 80% para 60% até 2050, ocasionando uma redução nas emissões globais de CO2 da ordem de 5 bilhões de toneladas por ano, atingindo cerca de 32 bilhões de toneladas por ano em 2050.
Para atingir um cenário de emissões zero em 2050, entretanto, a IEA afirma que os investimentos em energias renováveis devem ser maiores do que US$ 4 trilhões no mesmo período, além de ser necessário maiores esforços internacionais para diminuir as disparidades entre economias desenvolvidas e emergentes.
“É essencial que todos participem, principalmente em um momento em que as fraturas geopolíticas sobre clima e energia estão mais visíveis. Isso significa redobrar os esforços para garantir que uma vasta gama de países tenha um papel na nova economia energética. A jornada para um sistema energético mais seguro e sustentável pode não ser fácil, mas a crise atual deixa bem claro que nós precisamos seguir em frente”, afirmou Birol.
A invasão da Rússia na Ucrânia pode significar um ponto de inflexão para a transição energética, desencadeando medidas que devem impulsionar os investimentos globais em fontes renováveis para um patamar superior a US$ 2 trilhões por ano até 2030. A conclusão é da nova edição do “World Energy Outlook”, publicação lançada dia 27 de outubro, pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), que faz um panorama da situação energética global atual.
De acordo com o relatório, a crise energética decorrente dos conflitos no leste europeu ocasionou distúrbios nos mercados de gás natural, carvão e eletricidade, além de estresse nos mercados de óleo e gás ao redor do mundo. Com a atual vulnerabilidade do setor de energia mundial, a IEA ressalta a necessidade de um sistema energético mais sustentável e resiliente.
A análise mostra que na maioria das regiões afetadas pela crise, onde havia maiores parcelas de fontes renováveis, os preços de energia eram mais baixos, o que auxiliou a minimizar os impactos das altas nos preços, ainda que não de forma suficiente. Com isso, diversos países estão tomando medidas de longo prazo para o setor, desenvolvendo políticas de diversificação no abastecimento de óleo e gás e de aceleração da transição energética, como os Estados Unidos com o ato de redução de inflação e o programa REPowerEU, da União Europeia.
Segundo projeções da agência, essas novas medidas devem impulsionar o investimento global em renováveis para o patamar de US$ 2 trilhões por ano até 2030, o que representa um aumento de mais de 50% na comparação com o momento atual.
“Os mercados e as políticas de energia mudaram como resultado da invasão da Rússia à Ucrânia, não apenas momentaneamente, mas pelas próximas décadas”, afirmou Fatih Birol, diretor-executivo da IEA. “Mesmo com as políticas atuais, o setor de energia global está mudando diante dos nossos olhos. As respostas governamentais ao redor do mundo prometem fazer deste um momento histórico de transição para um sistema energético mais limpo, acessível e seguro”.
Projeção do cenário
No cenário projetado pela agência, a demanda global por combustíveis fósseis apresenta um pico ou um limite, com o uso de carvão diminuindo pelos próximos anos e a venda de veículos elétricos aumentando e, consequentemente, diminuindo a demanda por gasolina até meados de 2030. De acordo com a projeção da IEA, isso significa que a demanda total por combustíveis fósseis vai cair de forma consistente de meados da década de 2020 até 2050.
Com isso, a participação dos combustíveis fósseis no sistema energético deve cair de 80% para 60% até 2050, ocasionando uma redução nas emissões globais de CO2 da ordem de 5 bilhões de toneladas por ano, atingindo cerca de 32 bilhões de toneladas por ano em 2050.
Para atingir um cenário de emissões zero em 2050, entretanto, a IEA afirma que os investimentos em energias renováveis devem ser maiores do que US$ 4 trilhões no mesmo período, além de ser necessário maiores esforços internacionais para diminuir as disparidades entre economias desenvolvidas e emergentes.
“É essencial que todos participem, principalmente em um momento em que as fraturas geopolíticas sobre clima e energia estão mais visíveis. Isso significa redobrar os esforços para garantir que uma vasta gama de países tenha um papel na nova economia energética. A jornada para um sistema energético mais seguro e sustentável pode não ser fácil, mas a crise atual deixa bem claro que nós precisamos seguir em frente”, afirmou Birol.
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Ecoa presente na 82º Festa das Flores
Ecoa presente na 82º Festa das Flores – Entre os dias de 15 a 20 de novembro, aconteceu a 82ª Festa das Flores de Joinville (SC). Considerada a mais tradicional festa da cidade, o evento retornou após 2 anos de cancelamentos devido a Pandemia de Covid-19.
O evento é promovido pela Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas – AJAO que escolheu o tema “Juntos outra vez” justamente em referência ao reencontro do público com a beleza da festa.
Na programação, além da já tradicional exposição de orquídeas o evento contou com concurso de orquídeas, mercado de plantas, feira multissetorial, oficinas de cultivo, concurso de jardins; atrações de entretenimento, como os concursos da rainha da Melhor Idade, palco cultural e praça gastronômica.
Ecoa presente novamente na Festa das Flores
Participante do evento desde 2017, a Ecoa Energias Renováveis esteve presente novamente com nossa equipe comercial em um estande moderno e receptivo. A empresa utilizou o espaço para trazer ao público as soluções de seu portfólio e tirar dúvidas sobre as vantagens do sistema de geração de energia solar.
Foram apresentadas opções de economia tanto para residências, comércio, propriedade rural e indústria. Além dos projetos de Usinas Solares Fotovoltaicas (UFV), da qual a Ecoa Energias é referência no estado de Santa Catarina.
Fábio Luciano Chaves, Diretor Comercial Ecoa Energias fez um balanço sobre a participação deste ano:
“É muito bom ver a Festa acontecendo novamente. Como Joinvilense é uma alegria ver a Expoville cheia nesse evento que faz parte do calendário de atividades da cidade.Para a Ecoa, estar presente é um compromisso e uma honra em oferecer conhecimento às pessoas sobre as vantagens da geração própria de energia”.
História da Festa das Flores
Há oito décadas, sempre no mês de novembro, a cidade de Joinville (SC) se transforma em um grande jardim, com a sua Festa das Flores, que acontece no Centro de Convenções e Exposições da Expoville.
A mais antiga festa do gênero, no Brasil, encanta o público com suas exposições temáticas, que ganham vida e colorido com milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais, e com todas as atrações da sua programação.
A tradição iniciou em 1936, com a Exposição de Flores e Artes Domiciliar (EFA), criada por apaixonados pelas orquídeas nativas – muitos deles imigrantes europeus que se instalaram na região. O objetivo era promover o cultivo e o encanto pelas flores. Ao longo dos anos, a exposição cresceu, conquistou o público e se tornou a Festa das Flores de Joinville. Apenas em 2 momentos a festa não aconteceu desde seu início. Nos anos de 1942 e 1943 em virtude da 2ª Guerra Mundial e, mais recentemente, em 2020 e 2021 devido a Pandemia de Covid-19. Hoje, a Festa das Flores é reconhecida como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado de Santa Catarina, por meio da Lei Estadual.
Energia solar / Energia fotovoltaica / Economia de energia / Painéis fotovoltaicos / Energia Solar e a Economia nas suas contas
Energia solar vale à pena?
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Banco Votorantim, 69% dos brasileiros já cogitaram instalar um sistema de geração de energia solar em um imóvel, seja residência, comércio, indústria ou propriedade rural.
Diante disso, a pergunta “Mas quanto custa instalar energia solar?” é, provavelmente, a primeira coisa que passa na cabeça de quem está pensando no custo x benefício desse tipo de sistema.
Em quanto tempo meu investimento em energia solar se paga?
O payback, ou retorno sobre o investimento é quando calculamos o exato momento em que o investimento “se pagou”. Ou seja, o momento em que o valor economizado iguala o valor investido.
Mas para calcular o payback de um sistema de geração de energia solar é preciso considerar diversas variáveis que vão desde o nível de radiação de onde o imóvel está localizado até a influência da lei popularmente conhecida como “taxação do sol”. Tudo isso passando, é claro, pelo tamanho do projeto e consumo de energia.
Entretanto, podemos dizer que, atualmente, após a aprovação da Lei 14.300, o tempo médio de retorno do investimento em energia solar fica em torno de quatro a cinco anos.
Mas isso é muito ou pouco? A resposta é: Depende!
A boa notícia é que um sistema de energia fotovoltaica possui vida útil superior a 30 anos. Além disso, seu sistema possui garantia de fábrica de que a geração de energia será de, ao menos, 80% de sua capacidade original durante 25 anos. Ou seja, Energia Solar é a economia nas suas contas!
Mas para esse tipo de garantia é fundamental seguir padrões de instalação. Por isso é importante que a instalação seja feita por uma empresa qualificada, que irá calcular todos os ganhos e perdas, garantindo esse retorno do investimento e seguindo todas as orientações de segurança no processo de instalação.
Assim, são mais de 25 anos de “lucro” ou economia direta na conta, somente com pagamento mínimo de taxas da concessionária, para os projetos que assim forem dimensionados.
Outra boa notícia é que o sistema exige pouquíssima manutenção e, desde que instalado por profissionais preparados, será limitado apenas à limpeza simples das placas, bem como revisões periódicas da funcionalidade do sistema (Manutenções Preventivas).
Tenho mais de um imóvel, preciso instalar um sistema para cada?
Esta é outra ótima notícia. A resposta é não!
Quando o sistema gera energia elétrica, ela é consumida automaticamente no imóvel. Porém, quando há excedente, essa energia é diretamente injetada na rede da concessionária e se transforma em créditos de energia.
Os créditos de energia funcionam como saldo em uma conta de banco. Quando o sistema não está gerando energia, de noite, por exemplo, ele utiliza esses créditos para abater da energia fornecida pela concessionária. Ao final do mês, sua nova conta de energia será o saldo que o sistema gerou e o que seu imóvel consumiu.
Quando há sobra de crédito, é possível utilizá-lo para abater em um segundo imóvel, desde que este esteja no mesmo CPF/CNPJ e dentro da mesma concessionária de energia. Esses créditos podem ser utilizados em até 60 meses.
Esta é uma opção perfeita para quem possui, por exemplo, uma casa na praia onde quase não há consumo de energia e todo crédito pode ser utilizado em outro imóvel na cidade.
Outra aplicação pode ser para quem possui um comércio em que a energia gerada pode ser abatida para uma ou várias filiais.
Como escolher a empresa para essa instalação?
Quanto mais a gente aprender, mais vantajoso fica ter um sistema de geração e energia solar. Isso explica porque nos últimos anos o Brasil teve um “boom” de novos sistemas.
Mas atenção! A popularização também traz seus riscos e que podem fazer você perder tempo e dinheiro do seu investimento.
Entre os principais estão os maus profissionais que, sem qualificação específica, instalam sistemas “de qualquer jeito”, muito baratos e que ignoram fatores como a segurança ou como será o desempenho do seu sistema.
O resultado acaba sendo de clientes insatisfeitos, sem ajuda com pós-vendas quando necessário e o sentimento de “dinheiro jogado fora”.
Para evitar isso, faça sempre orçamentos com empresas sérias, que possuam experiência e qualificação para essa atividade. Apesar de aparentar ser “simples”, instalar um sistema de energia solar na sua empresa ou residência requer conhecimento de profissionais especializados nesse mercado.
Ao contratar empresas sérias, mesmo após a entrega do projeto, você terá suporte para dúvidas ou eventuais problemas. Isso é segurança para seu patrimônio e investimento.
Quero aprender mais sobre energia fotovoltaica. Como começar?
Mas como contratar a empresa certa? Qual investimento devo fazer? Qual o tamanho das placas? Existem muitas tecnologias diferentes? Como faço para que a distribuidora reconheça minha geração de energia?
Sim, são muitas perguntas. Por isso elaboramos um e-book gratuito chamado Energia Solar Fotovoltaica para Iniciantes que irá te ajudar a responder essas dúvidas. Clique aqui e faça o download.
Gostei das informações, mas ainda tenho dúvidas.
Aqui na Ecoa Energias Renováveis, todo nosso time de atendimento é composto por especialistas do setor, sempre prontos para responder suas dúvidas, simular gratuitamente seu sistema e dimensionar uma proposta única e personalizada à sua realidade.
Para isso basta ter sua conta de energia em mãos e entrar em contato através dos nossos canais:
Saiba como funciona e que benefícios traz a nova invenção garagem eletrônica
Quando conseguimos agregar tecnologia e sustentabilidade é certo que o resultado é inovador e promissor. A garagem eletrônica, também conhecida como garagem solar ou garagem fotovoltaica , é um exemplo disto!
Essa nova tecnologia, além de ajudar a economizar dinheiro, ajuda a preservar o planeta. Por mês, uma garagem solar consegue abastecer 10 vezes um carro. O Jornal do Bom Dia Santa Catarina, da NSC, mostrou tudo sobre essa nova tecnologia em uma reportagem.
A ECOA estava presente! Nosso time foi representado pelo Rodrigo Dalmonico, que contou um pouco sobre essa tecnologia na entrevista.
Acesse aqui a reportagem na íntegra. Publicada em 15/09/2015.
Celesc permite emitir demonstrativo da unidade geradora de energia solar fotovoltaica!
Se você possui um sistema solar fotovoltaico talvez já tenha
tido dúvidas na hora de interpretar sua fatura de energia. Principalmente no
que diz respeito ao sistema de créditos.
A ANEEL exige que as concessionárias de energia
disponibilizem demonstrativos com informações básicas sobre a energia injetada na
rede da concessionária (créditos de energia) pelas unidades geradoras de
energia solar fotovoltaica.
O objetivo do demonstrativo é expor de forma mais clara como
são computados os créditos de energia no sistema da concessionária.
Neste post vamos explicar como emitir este demonstrativo e
interpreta-lo usando como referência um demonstrativo emitido no site da principal
concessionária de Santa Catarina, a Celesc.
Como acessar o demonstrativo
Acesse o site da Celesc: www.celesc.com.br. Na página inicial clique em “Acesse seus dados”.
Na segunda tela você deverá colocar o número da sua unidade consumidora (UC) e o CPF ou CNPJ registrado na unidade consumidora em questão. Verifique estes dados na fatura de energia que você deseja analisar.
O sistema da Celesc poderá solicitar uma senha. Se este é seu primeiro acesso ou se você esqueceu sua senha, clique em “alterar senha” ou “solicitar uma nova senha” conforme passo a passo do próprio site da Celesc.
4. Agora você já tem acesso ao menu de opções e serviços da Celesc disponíveis para o consumidor. No menu esquerdo clique em “Demonstrativo UC Geradora”.
5.O passo seguinte é informar o mês referência. O sistema apontará todos os registros do mês em questão e os meses anteriores a ele. Então, se você quiser um relatório completo, coloque o mês corrente.
6. Clique em “Emitir Demonstrativo” e pronto! O relatório será automaticamente baixado para seu computador em formato PDF. Se não o achar procure na sua pasta de downloads.
Agora que você já tem acesso ao seu demonstrativo vamos te
guiar explicando cada uma das informações contidas nele. Aconselhamos você a iniciar
a leitura dos próximos itens com seu demonstrativo em mãos ou aberto
digitalmente.
Entendendo o conteúdo do demonstrativo
Caso seu sistema solar fotovoltaico não possua beneficiárias,
ou seja, toda energia gerada pelo sistema atende apenas a própria unidade
geradora, seu relatório será composto por apenas o demonstrativo de uma unidade
consumidora.
Caso você possua uma ou mais beneficiarias, ou seja, você
exporta créditos para outras unidades consumidoras, será emitido um relatório
para cada unidade consumidora. Estes virão separados, porém em um mesmo
documento PDF.
Abrindo o documento você encontra as informações dividias em um cabeçalho e partes numeradas de 1 a 4. Conforme consta no exemplo da imagem abaixo.
Agora vamos
explicar o que compõe cada um desses itens.
Cabeçalho composto por:
Número da UC Nome registrado na UC Endereço contendo: rua, cidade, estado e CEP
1. Demonstrativos de Créditos Utilizados – UC Geradora – expressos em kWh
Essa é a tabela onde contém todas as informações de créditos gerados, utilizados e o saldo. Também contém a energia consumida da concessionária e os meses de referência para cada informação. Vamos explicar cada um desses itens mais à frente deste mesmo post.
2. Total de créditos expirados no ciclo de faturamento
Você já deve saber que os créditos
gerados por seu sistema solar fotovoltaico devem ser consumidos em um período
máximo de 60 meses (5 anos). Então, caso você não os tenha consumido neste
período, estes créditos aparecerão neste item. Se não existe créditos expirados
o campo aparece vazio, conforme imagem abaixo.
3. Próxima parcela do saldo atualizado de créditos a expirar
Aqui aparece a parcela em kWh dos
créditos a expirar e a data em que expirarão. Se não existem créditos a expirar
o campo aparecerá vazio. Segue exemplo na imagem abaixo com crédito a expirar.
4. Última fatura
Aqui é o resumo que você também
encontra na sua última fatura de energia. O resumo contém o saldo do mês em
questão, o saldo acumulado de créditos de todos os meses e o saldo a expirar.
Segue exemplo abaixo.
Entendendo o item 1. Demonstrativos de Créditos Utilizados – UC Geradora – expressos em kWh
Este é o item onde mostra todas as informações de entrada e
saída de créditos de energia e da energia consumida da concessionária.
Para começar, você deve ter observado que em todas as colunas
da tabela do exemplo contém no final a sigla “TP”. Essa sigla significa “todos
os períodos”. Neste caso, o consumidor paga o mesmo pela energia independente
do horário do dia. Alguns consumidores possuem diferentes tarifas de acordo com
o horário de utilização (consumidores alocados na tarifa branca, por exemplo).
Nestes casos as colunas ainda viriam separadas por horário com as siglas PT
(ponta) e FP (fora ponta).
Agora, vamos explicar o que significa cada uma das seguintes
colunas:
Referência: é o mês e o ano que aconteceu a movimentação.
Saldo Ant. Energia TP: se refere ao saldo de energia injetada (créditos) do mês anterior. Ou seja, esse número deve ser sempre igual ao Saldo Mês TP do mês anterior. Veja um exemplo abaixo:
Ativa Injet. TP: se refere a quantidade de energia injetada por seu sistema, ou seja, é o que sobrou de energia gerada. Lembre-se que a energia que você consumiu instantaneamente não aparece neste item, aqui aparece apenas a “sobra” de energia. Se você quiser saber quanto de energia no total seu sistema gerou, esta informação você encontra no aplicativo do seu inversor selecionando o mês em questão.
Se o relatório se refere a uma unidade consumidora apenas beneficiária, este item aparecerá zerado, pois obviamente não existe produção de energia na unidade em questão. O item também pode aparecer zerado no mês corrente pois o dado naturalmente ainda não foi computado.
Atv. Cons. TP: se refere ao consumo ativo na unidade consumidora. Em outras palavras é a quantidade de energia em kWh que a unidade consumidora usou da concessionária (neste caso, Celesc) no mês em questão.
Créd. Uti. no mês TP: é a quantidade de créditos que a unidade consumidora utilizou no mês em questão. É interessante lembrar que aqui a quantidade fica limitada a taxa mínima da concessionária, que varia conforme entrada de energia:
Monofásica: 30 kWh
Bifásica: 50 kWh
Trifásica: 100 kWh
No exemplo em questão, a entrada é trifásica, então o crédito utilizado fica limitado a taxa mínima de 100 kWh e por isso não cobre o consumo inteiro. Veja a explicação na imagem abaixo:
Saldo Mês TP: se refere ao saldo final de créditos
atualizado. Ele vai ser a soma do “Saldo Ant. Energia TP”, com a taxa mínima
(que não foi utilizada nos créditos) e com os créditos gerados relativos
daquele mês para a unidade consumidora em questão. Se colocarmos uma fórmula,
ficaria assim:
Saldo Mês TP = Saldo Ant. Energia TP + (Ativa Injet. TP – At. Cons. TP)*(% que a UC recebe de crédito) + Taxa mínima
A porcentagem que a UC recebe de créditos é estipulado quando
o sistema foi cadastrado na concessionária, isto se existem beneficiárias. Caso
o sistema seja apenas composto pela unidade geradora, a porcentagem é de 100%
(1).
No exemplo que estamos usando o sistema foi cadastrado para a
unidade geradora receber 7% (0,07) dos créditos e a unidade beneficiária
receber 93%.
Agora, vamos fazer uma conta juntos do exemplo em questão. Vamos utilizar o mês 02/2020 de referência.
Saldo Transf. TP: é a quantidade de créditos transferidos para outra titularidade.Essa transferência só acontece caso o contrato seja cancelado e você possua saldo de créditos. Ou ainda, caso o sistema se enquadre em uma geração compartilhada composta por cooperativas ou associações.
Crédito Recebido TP: são os créditos recebidos dentro da
unidade consumidora em questão no referido mês (incluindo o crédito utilizado e
não utilizado). Neste caso deve-se somar os créditos utilizados no mês, com o
saldo final acumulado do mês e descontado o saldo anterior, para assim ficar
apenas o crédito total recebido no mês. Em fórmula ficaria assim:
Crédito Recebido TP = Saldo Mês TP + Créd. Uti. no mês TP – Saldo Ant. Energia TP
Vamos novamente a um exemplo prático na mesma referência de mês.
Algumas observações finais importantes
Os cálculos feitos do exemplo em questão são particulares
para este caso específico. Você pode usar esse texto como guia, mas ele pode
apresentar pequenas diferenças de interpretação. A taxa mínima do seu sistema
pode ser diferente, assim como o percentual de crédito que fica na unidade
geradora.
Esperamos ter conseguido ajudar você a entender melhor os
dados dos créditos de energia gerados por seu sistema.