Qual o preço de um sistema fotovoltaico por placa solar?
É muito comum as pessoas questionarem para empresas que
vendem e instalam sistemas fotovoltaicos qual o preço do sistema por placa solar. Existe uma desinformação que faz
algumas pessoas entenderem que se uma placa solar custa “X” reais, um sistema
solar fotovoltaico, por exemplo, de 20 placas irá custar “20X”.
Algumas pessoas também acabam comparando seu sistema com o de
amigos, conhecidos ou familiares. Por exemplo, se meu consumo de energia é o
dobro do consumo de energia do meu amigo que tem um sistema com 10 placas,
então meu sistema precisaria de 20 placas fotovoltaicas.
Essas comparações seguem em vários níveis e geram desentendimentos
sobre o assunto. Esse post tem o objetivo de explicar porque o preço de um
sistema solar fotovoltaico, apesar de ter ligação direta com a quantidade de
placas solares, não tem relação proporcional ao seu custo.
Itens que compõem um sistema solar fotovoltaico
Um sistema fotovoltaico conectado à rede (on-grid) é composto
basicamente por:
Os módulos fotovoltaicossão responsáveis por captar a
radiação solar. Já o inversor fotovoltaico é o responsável por transformar a
corrente de contínua para alternada possibilitando o uso em nossa rede
elétrica. Se você conhece pouco sobre o assunto aconselhamos a leitura do nosso
e-book ‘Energia Solar Fotovoltaica para
Iniciantes’.
Excluindo o relógio medidor, que é fornecido gratuitamente
pela concessionária, todos estes itens possuem um preço variando de marca a
modelo. Quando além do material você adquire a instalação do sistema e seu
dimensionamento, outros itens terão influência no valor do sistema, como:
Dimensionamento
do sistema fotovoltaico;
Mão
de obra de instalação do sistema;
Serviço
de documentação e tramites para homologação na concessionária; e
Impostos,
que foram calculados dentro dos itens listados a seguir.
Estes itens se referem ao serviço prestado pela empresa
contratada.
Quais os itens que possuem maior influência de preço?
Fizemos algumas simulações para entender o percentual de
influência no preço de um sistema fotovoltaico para cada item. Os itens com
maior influência no preço são os módulos fotovoltaicos e os inversores.
Na nossa simulação consideramos sempre a mesma potência (335W) e marca dos módulos fotovoltaicos. Também simulamos que todos os telhados teriam a mesma orientação, na mesma cidade e com mesmo tipo de telha. Veja os resultados da tabela abaixo.
Tabela 1: influência em percentual do preço dos itens do sistema fotovoltaico.
Nesta simulação a influência dos preços dos módulos variou de
42% até 58%. Em geral, quanto maior
o sistema, maior a influência dos módulos fotovoltaicos no preço final do
sistema completo. Os inversores variaram de 18% até 38%, numa relação
inversamente proporcional aos módulos.
Percebemos pequenas variações na estrutura, pois consideramos
a mesma condição estrutural para todos os três sistemas instalados. Quando
simulados sistemas instalados em telhas metálicas, por exemplo, a proporção da
estrutura no preço cai para cerca de 3%.
Nesta simulação fica claro que a relação do preço da placa
solar não é linear. Se ela fosse linear teríamos uma porcentagem em relação ao
preço do sistema sem ou com pequenas variações
Já apresentamos uma noção de percentual de preço de alguns
itens do sistema fotovoltaico. Mas, como chegamos à conclusão de quantos
módulos um sistema precisa? Quais fatores influenciam no dimensionamento e como
consequência no preço do sistema necessário? Para responder essas perguntas,
vamos ver abaixo como dimensionamos um sistema solar fotovoltaico.
Como é feito o dimensionamento de um sistema fotovoltaico
A quantidade de módulos fotovoltaicos de um sistema varia
principalmente com a geração de energia esperada.
O que precisamos esclarecer é que apenas com a potência
nominal dos módulos, não é possível determinar qual vai ser a produção de
energia do sistema. Basicamente porque a potência dos módulos representa uma
situação perfeita submetida a testes em laboratórios.
Então, vamos mostrar em forma de tópicos os itens
sequencialmente considerados no dimensionamento de um sistema solar
fotovoltaico.
Análise do histórico de consumo de
energia: o ideal é
analisar um histórico de 12 meses. Essa informação pode ser obtida na fatura de
energia.
Análise da radiação do local: existem mapas que mostram a radiação
média de cada cidade no mundo inteiro. Cabe ao projetista analisar esses
gráficos, interpreta-lo e usar o fator da radiação da cidade em questão nos
cálculos do dimensionamento. A ECOA utiliza também o histórico de geração de
alguns clientes como base comparativa, que em alguns casos possuem sistemas em
operação há mais de 5 anos.
Análise da orientação e inclinação do
telhado: se o
sistema vai ser instalado em telhado já existente, a sua orientação e
inclinação devem ser consideradas. No caso de usinas de solo, por exemplo, o
projetista deve orientar e calcular a inclinação que irá potencializar a
geração de energia do sistema fotovoltaico. Em geral, a orientação norte é
situação mais favorável. Já a inclinação varia também com a posição geográfica
da Cidade em questão, já que a própria Terra possui uma angulação diferente
para cada local em relação ao sol.
Tipo de telha: essa
informação é importante para saber qual modelo de estrutura considerar e tem
influência direta no preço do sistema.
Estrutura de fixação: pela análise do tipo de telha, dimensiona-se a estrutura e se
analisa eventuais reforços necessários.
Dimensionamento da potência instalada necessária: com todas as informações acima e com
base em cálculos feitos por um especialista é possível então definir qual a
potência instalada necessária do sistema.
Número de módulos: com a potência instalada necessária é calculada a quantidade e potência
dos módulos fotovoltaicos necessários. É possível diversos “arranjos” conforme
potência nominal dos módulos, que devem ser analisados e otimizados pelo
projetista.
Ramal de entrada de energia: ele pode ser trifásico, bifásico ou
monofásico. Precisamos ter certeza que o ramal de entrada de energia do cliente
consegue suportar o sistema instalado. Além disso, essa informação tem
influência no retorno de investimento do sistema instalado, pois a
concessionária cobra taxas mínimas conforme entrada de energia e demanda
contratada.
Outros pontos importantes no dimensionamento de um sistema fotovoltaico
Acima falamos os principais itens que devem ser analisados
num dimensionamento. Com esses itens é possível fazer uma análise prévia do
sistema necessário. Já para ter um dimensionamento preciso e assertivo existem
outros itens que precisamos analisar. São eles:
Análise civil: na
análise prévia verificamos o tipo de telha e estrutura necessária. Aqui devemos
analisar se, do ponto de vista civil, a estrutura existente suporta o sistema fotovoltaico.
Então, esforços como peso próprio do sistema, vento e entre outros devem ser
considerados.
Análise de sombra: a sombra de forma geral já é analisada na primeira fase do
dimensionamento. Porém aqui é necessário afinar essa análise, até a presença de
uma árvore próxima ao local pode ter influência no dimensionamento do sistema.
Espaço para instalação do inversor: apesar de geralmente não ser um problema, é um ponto
de atenção. O local para instalar o inversor também deve ser discutido com o
cliente.
Espaço para todas os módulos: a quantidade dos módulos fotovoltaicos já foi dimensionada,
mas no local defino, cabem todos eles? Você precisa responder essa pergunta com
precisão.
Necessidade de regularizar ramal de entrada de energia: as normas das concessionárias estão
em constante mudanças. Em alguns casos, a entrada de energia precisa ser
adequada as novas regulamentações. É importante informar ao cliente que essa
possibilidade existe.
Rede elétrica:
é necessário verificar se a rede elétrica da concessionária local suporta a
instalação do sistema fotovoltaico e em alguns casos, até se a rede elétrica é
existente. Pode ser necessário solicitar melhoria de rede a concessionária,
apesar de raro, essa necessidade pode até inviabilizar a instalação do sistema.
A rede elétrica interna do cliente também deve ser analisada.
Conclusão
Ao longo deste post mostramos argumentos que mostram que
quando perguntam “qual o preço de um sistema fotovoltaico por placa solar?” é
impossível ter uma resposta precisa e concisa sem analisar sua situação
particular. Se alguém tiver essa resposta, estará passando informações com base
em análises genéricas que não necessariamente apontam a realidade do seu
sistema.
Vimos também que mesmo para um mesmo local de instalação, nas
mesmas condições, a influência do preço dos módulos fotovoltaicos não é linear
quando aumentamos ou diminuímos o número de módulos do sistema.
Vale destacar que neste post analisamos preços de sistemas
fotovoltaicos completos e não de seus materiais de forma isolada.
Apontamos também alguns dos fatores que influenciam no
dimensionamento do sistema fotovoltaico e como consequência no preço final do
sistema.
Fica claro que para assegurar que o sistema dimensionado é o
mais ideal para você, é importante dimensionar seu sistema com empresas
especialistas e que possuem pessoas qualificadas.
Não existe “receita de bolo” quando falamos de sistemas fotovoltaicos.
Sempre pesquise muito bem sobre a empresa que você pretende fechar negócio.
Faça sempre ao menos 3 orçamentos e desconfie de preços baixos demais. Antes de
fechar negócio, fale com clientes da empresa escolhida que já possuem sistema
fotovoltaico instalado, eles podem ter informações valiosas sobre a experiência
que tiveram com a empresa.
Se precisar de um orçamento, a Ecoa Energias Renováveis possui mais de 300 clientes atendidos e um time de engenheiros qualificados, entre em contato com nossos especialistas clicando AQUI.
É muito comum as pessoas questionarem para empresas que
vendem e instalam sistemas fotovoltaicos qual o preço do sistema por placa solar. Existe uma desinformação que faz
algumas pessoas entenderem que se uma placa solar custa “X” reais, um sistema
solar fotovoltaico, por exemplo, de 20 placas irá custar “20X”.
Algumas pessoas também acabam comparando seu sistema com o de
amigos, conhecidos ou familiares. Por exemplo, se meu consumo de energia é o
dobro do consumo de energia do meu amigo que tem um sistema com 10 placas,
então meu sistema precisaria de 20 placas fotovoltaicas.
Essas comparações seguem em vários níveis e geram desentendimentos
sobre o assunto. Esse post tem o objetivo de explicar porque o preço de um
sistema solar fotovoltaico, apesar de ter ligação direta com a quantidade de
placas solares, não tem relação proporcional ao seu custo.
Itens que compõem um sistema solar fotovoltaico
Um sistema fotovoltaico conectado à rede (on-grid) é composto
basicamente por:
Os módulos fotovoltaicossão responsáveis por captar a
radiação solar. Já o inversor fotovoltaico é o responsável por transformar a
corrente de contínua para alternada possibilitando o uso em nossa rede
elétrica. Se você conhece pouco sobre o assunto aconselhamos a leitura do nosso
e-book ‘Energia Solar Fotovoltaica para
Iniciantes’.
Excluindo o relógio medidor, que é fornecido gratuitamente
pela concessionária, todos estes itens possuem um preço variando de marca a
modelo. Quando além do material você adquire a instalação do sistema e seu
dimensionamento, outros itens terão influência no valor do sistema, como:
Dimensionamento
do sistema fotovoltaico;
Mão
de obra de instalação do sistema;
Serviço
de documentação e tramites para homologação na concessionária; e
Impostos,
que foram calculados dentro dos itens listados a seguir.
Estes itens se referem ao serviço prestado pela empresa
contratada.
Quais os itens que possuem maior influência de preço?
Fizemos algumas simulações para entender o percentual de
influência no preço de um sistema fotovoltaico para cada item. Os itens com
maior influência no preço são os módulos fotovoltaicos e os inversores.
Na nossa simulação consideramos sempre a mesma potência (335W) e marca dos módulos fotovoltaicos. Também simulamos que todos os telhados teriam a mesma orientação, na mesma cidade e com mesmo tipo de telha. Veja os resultados da tabela abaixo.
Tabela 1: influência em percentual do preço dos itens do sistema fotovoltaico.
Nesta simulação a influência dos preços dos módulos variou de
42% até 58%. Em geral, quanto maior
o sistema, maior a influência dos módulos fotovoltaicos no preço final do
sistema completo. Os inversores variaram de 18% até 38%, numa relação
inversamente proporcional aos módulos.
Percebemos pequenas variações na estrutura, pois consideramos
a mesma condição estrutural para todos os três sistemas instalados. Quando
simulados sistemas instalados em telhas metálicas, por exemplo, a proporção da
estrutura no preço cai para cerca de 3%.
Nesta simulação fica claro que a relação do preço da placa
solar não é linear. Se ela fosse linear teríamos uma porcentagem em relação ao
preço do sistema sem ou com pequenas variações
Já apresentamos uma noção de percentual de preço de alguns
itens do sistema fotovoltaico. Mas, como chegamos à conclusão de quantos
módulos um sistema precisa? Quais fatores influenciam no dimensionamento e como
consequência no preço do sistema necessário? Para responder essas perguntas,
vamos ver abaixo como dimensionamos um sistema solar fotovoltaico.
Como é feito o dimensionamento de um sistema fotovoltaico
A quantidade de módulos fotovoltaicos de um sistema varia
principalmente com a geração de energia esperada.
O que precisamos esclarecer é que apenas com a potência
nominal dos módulos, não é possível determinar qual vai ser a produção de
energia do sistema. Basicamente porque a potência dos módulos representa uma
situação perfeita submetida a testes em laboratórios.
Então, vamos mostrar em forma de tópicos os itens
sequencialmente considerados no dimensionamento de um sistema solar
fotovoltaico.
Análise do histórico de consumo de
energia: o ideal é
analisar um histórico de 12 meses. Essa informação pode ser obtida na fatura de
energia.
Análise da radiação do local: existem mapas que mostram a radiação
média de cada cidade no mundo inteiro. Cabe ao projetista analisar esses
gráficos, interpreta-lo e usar o fator da radiação da cidade em questão nos
cálculos do dimensionamento. A ECOA utiliza também o histórico de geração de
alguns clientes como base comparativa, que em alguns casos possuem sistemas em
operação há mais de 5 anos.
Análise da orientação e inclinação do
telhado: se o
sistema vai ser instalado em telhado já existente, a sua orientação e
inclinação devem ser consideradas. No caso de usinas de solo, por exemplo, o
projetista deve orientar e calcular a inclinação que irá potencializar a
geração de energia do sistema fotovoltaico. Em geral, a orientação norte é
situação mais favorável. Já a inclinação varia também com a posição geográfica
da Cidade em questão, já que a própria Terra possui uma angulação diferente
para cada local em relação ao sol.
Tipo de telha: essa
informação é importante para saber qual modelo de estrutura considerar e tem
influência direta no preço do sistema.
Estrutura de fixação: pela análise do tipo de telha, dimensiona-se a estrutura e se
analisa eventuais reforços necessários.
Dimensionamento da potência instalada necessária: com todas as informações acima e com
base em cálculos feitos por um especialista é possível então definir qual a
potência instalada necessária do sistema.
Número de módulos: com a potência instalada necessária é calculada a quantidade e potência
dos módulos fotovoltaicos necessários. É possível diversos “arranjos” conforme
potência nominal dos módulos, que devem ser analisados e otimizados pelo
projetista.
Ramal de entrada de energia: ele pode ser trifásico, bifásico ou
monofásico. Precisamos ter certeza que o ramal de entrada de energia do cliente
consegue suportar o sistema instalado. Além disso, essa informação tem
influência no retorno de investimento do sistema instalado, pois a
concessionária cobra taxas mínimas conforme entrada de energia e demanda
contratada.
Outros pontos importantes no dimensionamento de um sistema fotovoltaico
Acima falamos os principais itens que devem ser analisados
num dimensionamento. Com esses itens é possível fazer uma análise prévia do
sistema necessário. Já para ter um dimensionamento preciso e assertivo existem
outros itens que precisamos analisar. São eles:
Análise civil: na
análise prévia verificamos o tipo de telha e estrutura necessária. Aqui devemos
analisar se, do ponto de vista civil, a estrutura existente suporta o sistema fotovoltaico.
Então, esforços como peso próprio do sistema, vento e entre outros devem ser
considerados.
Análise de sombra: a sombra de forma geral já é analisada na primeira fase do
dimensionamento. Porém aqui é necessário afinar essa análise, até a presença de
uma árvore próxima ao local pode ter influência no dimensionamento do sistema.
Espaço para instalação do inversor: apesar de geralmente não ser um problema, é um ponto
de atenção. O local para instalar o inversor também deve ser discutido com o
cliente.
Espaço para todas os módulos: a quantidade dos módulos fotovoltaicos já foi dimensionada,
mas no local defino, cabem todos eles? Você precisa responder essa pergunta com
precisão.
Necessidade de regularizar ramal de entrada de energia: as normas das concessionárias estão
em constante mudanças. Em alguns casos, a entrada de energia precisa ser
adequada as novas regulamentações. É importante informar ao cliente que essa
possibilidade existe.
Rede elétrica:
é necessário verificar se a rede elétrica da concessionária local suporta a
instalação do sistema fotovoltaico e em alguns casos, até se a rede elétrica é
existente. Pode ser necessário solicitar melhoria de rede a concessionária,
apesar de raro, essa necessidade pode até inviabilizar a instalação do sistema.
A rede elétrica interna do cliente também deve ser analisada.
Conclusão
Ao longo deste post mostramos argumentos que mostram que
quando perguntam “qual o preço de um sistema fotovoltaico por placa solar?” é
impossível ter uma resposta precisa e concisa sem analisar sua situação
particular. Se alguém tiver essa resposta, estará passando informações com base
em análises genéricas que não necessariamente apontam a realidade do seu
sistema.
Vimos também que mesmo para um mesmo local de instalação, nas
mesmas condições, a influência do preço dos módulos fotovoltaicos não é linear
quando aumentamos ou diminuímos o número de módulos do sistema.
Vale destacar que neste post analisamos preços de sistemas
fotovoltaicos completos e não de seus materiais de forma isolada.
Apontamos também alguns dos fatores que influenciam no
dimensionamento do sistema fotovoltaico e como consequência no preço final do
sistema.
Fica claro que para assegurar que o sistema dimensionado é o
mais ideal para você, é importante dimensionar seu sistema com empresas
especialistas e que possuem pessoas qualificadas.
Não existe “receita de bolo” quando falamos de sistemas fotovoltaicos.
Sempre pesquise muito bem sobre a empresa que você pretende fechar negócio.
Faça sempre ao menos 3 orçamentos e desconfie de preços baixos demais. Antes de
fechar negócio, fale com clientes da empresa escolhida que já possuem sistema
fotovoltaico instalado, eles podem ter informações valiosas sobre a experiência
que tiveram com a empresa.
Se precisar de um orçamento, a Ecoa Energias Renováveis possui mais de 300 clientes atendidos e um time de engenheiros qualificados, entre em contato com nossos especialistas clicando AQUI.
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Entenda como a energia solar resulta em economia
Ficou assustado ao ver o valor da sua fatura de energia? Sua conta tem pesado no orçamento? Então está na hora de mudar essa realidade!
Considerada uma das fontes mais limpas e de baixo custo, a energia solar pode garantir muita economia no seu orçamento familiar. Quer saber como isso acontece? Reunimos as informações neste texto!
Energia solar: vale a pena investir?
Produzir energia a partir do Sol é muito benéfico, pois é uma fonte renovável e limpa, abundante em nosso país. As vantagens são muitas. A utilização de placas solares causa muito um impacto ambiental quase nulo, se comparado à geração feita pelas hidrelétricas e termelétricas, por exemplo.
Além disso, o custo de manutenção dos equipamentos é mínimo (somente limpeza dos painéis) e a instalação das placas pode acontecer tanto na cidade como na zona rural, o que é uma ótima opção, pois facilita para o produtor rural também economizar e fazer uso desta solução.
A desvantagem da energia solar ficava por conta do seu custo de instalação, mas essa realidade, felizmente, vem mudando. Com o investimento em tecnologia e a ampla distribuição mundial, foi possível tornar as placas mais potentes e o preço mais competitivo, com diversas opções de financiamento.
Ademais, a relação custo-benefício é comprovada: o investimento inicial é recuperado por meio da economia nas contas de luz, além de em alguns casos o excedente de energia poder ser devolvido para a rede urbana, gerando créditos na conta final, que vão ficar disponíveis para uso por até 60 meses.
Por estes motivos, esta opção energética está se tornando mais conhecida e cada vez mais pessoas procuram entender do assunto. Os kits de energia solar estão sendo muito procurados, tanto para instalação em residências quanto para condomínios e empresas.
O que esperar da economia com a energia solar?
Redução na conta de luz
O uso de energia solar pode gerar uma redução de até 90% ou mais na conta de luz. Gostou? Sabe o melhor? A redução da conta de energia é imediata e, considerando essa economia, o valor de instalação do painel de energia solar pode ser recuperado em um período médio de quatro a seis anos (em alguns casos, até menos que isso).
Vantagens adicionais
Além da economia, a energia solar traz outros benefícios, como a valorização do imóvel para residências. Até como investimento, um sistema de energia solar traz muito mais retorno financeiro do que qualquer aplicação bancária.
A energia solar, com certeza, é uma das melhores opções renováveis. Além dos benefícios ambientais, ela garante muita economia para você. Investir nela pode significar sua independência energética, afinal, você usará uma fonte de energia abundante. Quer saber mais sobre esse assunto? Entre em contato e fale com um de nossos consultores aqui! Estamos à disposição para atendê-lo!
Placa Solar Fotovoltaica: processo de fabricação e seus insumos
Um sistema de geração de energia solar é composto por alguns componentes básicos. Entre estes, a placa solar fotovoltaica, um dos principais itens do sistema.
Você já deve ter ouvido mais de um nome para “placa”
fotovoltaica. Algumas referências falam módulo e outras painel. Então, qual a
diferença na nomenclatura? Na verdade placa e módulo se referem a mesma coisa.
O termo “placa” é mais coloquial, enquanto “módulo” é usado mais por
profissionais da área. Já a nomenclatura painel é mais usada para referir-se a
um conjunto de módulos ou placas. Vamos
seguir neste post com o termo usado por profissionais da área: módulo.
Diversas tecnologias são utilizadas na fabricação de um módulo solar fotovoltaico. Sua composição pode alterar conforme algumas características especificas, como no caso de ele ser bifacial, painel vidro-vidro, entre outros.
Vale ressaltar que estamos falando do módulo solar fotovoltaico,
diferente da placa solar usada para aquecimento de água. Mas como assim? Esta questão ainda gera
dúvidas e algumas confusões. A placa solar usada para aquecimento de água é
diferente do módulo solar usada para geração de energia elétrica. A placa para
aquecimento precisa de calor para aquecer a água, já o sistema de módulos
solares fotovoltaicos é “alimentado” por radiação solar. Ou seja, mesmo em dias nublados ou com chuva
é possível gerar energia.
Neste post vamos falar sobre Módulos Solares Fotovoltaicos.
Independente de sua finalidade, fabricar um módulo solar fotovoltaico exige diversas etapas e processos delicados. Um módulo é constituído de alguns insumos, em geral são eles: moldura de alumínio, vidro especial, encapsulante – EVA, células fotovoltaicas, backsheet e a caixa de junção, conforme imagem 1.
Imagem 1: Composição módulo solar fotovoltaico. Fonte: adaptado Portal Solar.
Vamos resumir neste post a função de cada um destes insumos e características sintetizadas do seu processo de fabricação das placas solares.
Célula fotovoltaica
A célula fotovoltaica é responsável pela geração de energia. Ela
é composta de materiais semicondutores, como o Silício. Quando a luz solar
(fótons) colide na placa acontece uma reação físico-química no material
semicondutor: as partículas de elétron do material se deslocam gerando corrente
elétrica. São materiais extremamente
delicados e possuem menos de 2mm de espessura.
Material encapsulante – EVA
A película encapsulante de um módulo solar é o primeiro item
adicionado ao processo afim de proteger a célula fotovoltaica contra
temperaturas extremas e umidade. Fabricado especificamente para o processo de
produção do módulo, o material é composto por um selante de cura rápida. O EVA (Etileno Acetado de Vinila) é o
material mais comum usado como encapsulante.
Vidro temperado especial
O vidro é o responsável por dar resistência mecânica a placa.
É ele que protege o módulo contra chuva de granizo por exemplo. É temperado e
sua espessura varia de 2 mm a 4 mm. Ele é diferente do vidro comum pois possui
baixo teor de ferro e é projetado para “deixar passar” o máximo de luz possível
e refletir o menos possível.
Backsheet
A tradução literal de backsheet
do inglês é “parte de trás”. Sua função é agir como isolante térmico e proteger
a célula solar. É feito de uma material plástico geralmente na cor branca. No
caso de módulos solares chamados vidro-vidro, esta camada é substituída por uma
camada de vidro especial.
Moldura de alumínio
Além de trazer robustez ao módulo, a moldura, geralmente
feita em alumínio, é responsável por garantir uma montagem prática e segura.
Ela evita que o módulo “torsa” danificando as células.
Caixa de junção
A caixa de junção é responsável por levar as conexões
elétricas das células fotovoltaicas para o exterior. Ela fica na parte de trás
do módulo e também já vem preparada com cabos e conector para fazer a
interligação entre painéis.
Entre os insumos o de maior custo para o processo de fabricação de um módulo solar é a célula solar fotovoltaica. Ela representa mais da metade do custo de fabricação. Na sequência temos o vidro com maior parcela no custo, representando 10%. Na imagem 2 você confere as porcentagens relativas ao custo de fabricação do módulo para cada insumo.
Imagem 2: porcentagens relativas ao custo de fabricação conforme insumo do módulo. Fonte dos dados: Portal Solar.
Resumo do processo de fabricação
Um módulo solar fotovoltaico deve resistir por décadas! A
garantia de eficiência dos fabricantes fica em torna de 25 anos. Após 25 anos o
módulo deve ainda ter eficiência mínima de 80%. Para garantir essa eficiência o
processo de fabricação deve ser bem controlado e com a melhor tecnologia.
Vamos ao passo a passo da fabricação?
Com os insumos em mãos o processo começa com a limpeza do
vidro. Deve ser minuciosa para garantir que não fique bolhas no processo e o
EVA descole do vidro. Numa segunda etapa é feita a interligação das células
fotovoltaicas, a parte mais delicada de todo o processo. Elas são conectadas através
de fios condutores de cobre ou alumínio.
Com o vidro extremamente limpo e a células interligadas, uma máquina posiciona as células sobre o vidro e o EVA. Este processo também é extremamente delicado, pois as células não podem sofrer danos no seu deslocamento e posicionamento.
Até aqui então foi montado a parte da frente do módulo: vidro, EVA e células. O próximo passo é soldar as células e criar a ligação elétrica entre elas. Este processo pode ser manual ou automatizado. Logo depois, a folha de EVA da parte de trás é posicionada e em seguida o backsheet.
Por fim os insumos estão prontos para a laminação, que vai
dar a proteção ao módulo. É nesta etapa também que o EVA derrete e se funde ao módulo.
A última etapa é fazer o corte das rebarbas, adicionar a caixa de junção e as
molduras em alumínio.
Na imagem 3 temos o resumo do processo de fabricação de um módulo solar fotovoltaico.
Imagem 3: resumo do processo de fabricação de um módulo solar.
Gostou de conhecer um pouco sobre os insumos e o processo de fabricação de uma placa solar fotovoltaica? Deixe seu comentário contando o que achou do nosso post.
Você sabia que é possível economizar mais de 90% na conta de energia com um sistema de energia solar fotovoltaico?
Módulos fotovoltaicos Tier 1: o que são, exemplos e sua importância
Se você já se interessou por energia solar fotovoltaica pode
ter se deparado com o termo Tier 1. Fornecedores
de materiais e serviços de energia solar costumam ressaltar para seus clientes
quando comercializam módulos fotovoltaicos de classificação Tier 1. Neste post vamos entender porque
esta classificação é tão importante e o que ela efetivamente representa.
Cenário em que surge a classificação Tier 1 de módulos fotovoltaicos
Existem centenas de empresas fabricantes de módulos fotovoltaicos ao redor do mundo todo. A China ainda domina a fabricação de módulos com cerca de 90% do mercado, e não é para menos, visto que o próprio país consome cerca de 50% de sua fabricação.
Como o mercado de energia solar fotovoltaica cresce de forma
exponencial as empresas fabricantes dos insumos precisam acompanhar este
crescimento. Com isso, diversas empresas surgem, algumas terceirizam boa parte
de sua fabricação e então começa a ficar mais complicado separar empresas com
boa reputação e estabilidade financeira das demais.
Neste cenário a Bloomberg
New Energy Fincance (BloomberNEF) cria a classificação Tier 1 de módulos fotovoltaicos. A BloomeberNEF é uma das líderes
no mundo em pesquisa sobre energia limpa, transporte avançado,
indústria digital, materiais inovadores e commodities.
Qual é o método utilizado para a classificação Tier 1?
A BloomberNEF classifica os módulos fotovoltaicos com base em uma qualificação bancária. O principal critério é se o fabricante possui seus módulos utilizados em grandes projetos com financiamento aprovado do tipo non-recourse (do inglês, sem recurso). As informações aqui passadas foram retiradas do próprio documento da BloomberNEF com a metodologia utilizada, acesse clicando AQUI.
Financiamentos non-recourse
são aqueles em que a empresa financiada oferece em troca algum de seus ativos
(imóveis ou até mesmo a própria planta de fabricação de módulos). Neste tipo de
financiamento caso a empresa não honre seus pagamentos ao banco, o banco poderá
apenas tomar os ativos dados como garantia e nada mais. Nesse sentido, estes
financiamentos acabam sendo arriscados para as instituições bancárias e como
consequência o critério para aprovação dos mesmos passa a ser bastante
rigoroso.
Então, para classificar módulos como Tier 1, o primeiro e principal critério é ter grandes projetos
aprovados com financiamento non-recorse.
A BloomberNEF mapeia ao redor do mundo projetos deste tipo e com potência
instalada maior que 1,5MWp e analisa os módulos fotovoltaicos utilizados em
cada um deles.
O que é necessário para uma marca atingir classificação dos módulos como Tier 1?
Depois de
mapeado os projetos com potência superior a 1,5MWp e com financiamento non-recorse, os módulos fotovoltaicos
ainda precisam respeitar outros critérios para conseguir a classificação Tier 1. Listamos aqui os principais:
Possuir
marca própria, ou seja, não utilizar marca de terceiros;
Possuir
fabricação própria de todos os componentes dos módulos;
Ter
ao menos seis projetos diferentes com financiamento non-recourse aprovados por seis diferentes bancos (estes não podem
ser bancos de desenvolvimento) nos últimos 2 anos.
Não
ter entrado com pedido de falência, estar em insolvência ou ter tido grande
inadimplência.
A
BloomberNEF também reserva o direito de alterar a qualquer momento os critérios
de classificação da lista Tier 1.
Exemplos de fabricantes com classificação Tier 1
Para obter a lista completa, oficial e atualizada dos fabricantes com esta classificação é necessário enviar um e-mail para sales.bnef@bloomberg.net solicitando um orçamento. A lista não é divulgada abertamente e qualquer informação diferente disso, a própria BloomberNEF afirma que pode ser inverídica.
O que acontece é que as próprias marcas usam como divulgação e propaganda a classificação obtida. Dentre elas podemos citar marcas de módulos fotovoltaicos que a Ecoa Energias Renóveis comercializa e que possuem classificação Tier 1, como: JA Solar, Canadian Solar e Chint/Astronergy.
[rock-convert-pdf id=”7433″]
Um módulo com classificação Tier 1 possui garantia de qualidade?
Como já comentamos a classificação é feita apenas com relação
a saúde financeira da marca. Não é feito nenhum teste de qualidade ou
eficiência dos módulos fotovoltaicos para obter esta classificação.
A própria BloomberNEF deixa isto claro e ainda indica que
seja consultado empresas técnicas especialistas para assegurar a qualidade dos
módulos. Algumas das indicações da BloomberNEF são: Edif ERA, ATA Renewables,
Sgurr Energy, DNV GL, Black & Veatch, TUV, E3, STS Certified e entre
outras.
De maneira geral é possível concluir que um banco não
aprovaria financiamentos do tipo non-recurse
para projetos com produtos de qualidade ruim ou duvidosa. Mas, não se pode
garantir, pois os critérios de aprovação de cada banco são particulares de cada
um.
Então, para assegurar a qualidade dos módulos fotovoltaicos com maior precisão é necessário buscar empresas com certificação neste sentido. Analisando por exemplo a certificação da TÜV Rheinland (umas das indicadas para garantir qualidade pela BloomberNEF), entre outras marcas, vemos os módulos da JA Solar, Canadian Solar e Chint/Astronergy certificados. Clicando no nome de cada marca você consegue verificar a ficha técnica e os certificados. Como comentamos, todas as três marcas citadas também possuem certificação Tier 1.
[rock-convert-cta id=”8272″]
Se a classificação Tier 1 não garante qualidade, qual é a importância de adquirir módulos fotovoltaicos com essa certificação?
Lembre-se que você estará adquirindo um material que possui
garantia do fabricante de eficiência de 80% em 25 anos! Se você comprar um
sistema fotovoltaico hoje é importante ter a segurança que durante estes 25
anos a empresa fabricante não só ainda exista, como tenha boas condições
financeiras.
Além do mais, conforme comentamos, apesar de a classificação
não garantir qualidade, dificilmente um banco aprovaria financiamentos
arriscados com produtos de baixa qualidade. Mas, não deixe também de verificar
os certificados de qualidade dos módulos fotovoltaicos que você está
adquirindo.
A Ecoa Energias Renováveis se preocupa com a qualidade e saúde financeira de seus fornecedores. Por isso, trabalhados com produtos Tier 1 e com certificados de qualidade. Entre em contato com a Ecoa Energias Renováveis para solicitar um orçamento.
Celesc permite emitir demonstrativo da unidade geradora de energia solar fotovoltaica!
Se você possui um sistema solar fotovoltaico talvez já tenha
tido dúvidas na hora de interpretar sua fatura de energia. Principalmente no
que diz respeito ao sistema de créditos.
A ANEEL exige que as concessionárias de energia
disponibilizem demonstrativos com informações básicas sobre a energia injetada na
rede da concessionária (créditos de energia) pelas unidades geradoras de
energia solar fotovoltaica.
O objetivo do demonstrativo é expor de forma mais clara como
são computados os créditos de energia no sistema da concessionária.
Neste post vamos explicar como emitir este demonstrativo e
interpreta-lo usando como referência um demonstrativo emitido no site da principal
concessionária de Santa Catarina, a Celesc.
Como acessar o demonstrativo
Acesse o site da Celesc: www.celesc.com.br. Na página inicial clique em “Acesse seus dados”.
Na segunda tela você deverá colocar o número da sua unidade consumidora (UC) e o CPF ou CNPJ registrado na unidade consumidora em questão. Verifique estes dados na fatura de energia que você deseja analisar.
O sistema da Celesc poderá solicitar uma senha. Se este é seu primeiro acesso ou se você esqueceu sua senha, clique em “alterar senha” ou “solicitar uma nova senha” conforme passo a passo do próprio site da Celesc.
4. Agora você já tem acesso ao menu de opções e serviços da Celesc disponíveis para o consumidor. No menu esquerdo clique em “Demonstrativo UC Geradora”.
5.O passo seguinte é informar o mês referência. O sistema apontará todos os registros do mês em questão e os meses anteriores a ele. Então, se você quiser um relatório completo, coloque o mês corrente.
6. Clique em “Emitir Demonstrativo” e pronto! O relatório será automaticamente baixado para seu computador em formato PDF. Se não o achar procure na sua pasta de downloads.
Agora que você já tem acesso ao seu demonstrativo vamos te
guiar explicando cada uma das informações contidas nele. Aconselhamos você a iniciar
a leitura dos próximos itens com seu demonstrativo em mãos ou aberto
digitalmente.
Entendendo o conteúdo do demonstrativo
Caso seu sistema solar fotovoltaico não possua beneficiárias,
ou seja, toda energia gerada pelo sistema atende apenas a própria unidade
geradora, seu relatório será composto por apenas o demonstrativo de uma unidade
consumidora.
Caso você possua uma ou mais beneficiarias, ou seja, você
exporta créditos para outras unidades consumidoras, será emitido um relatório
para cada unidade consumidora. Estes virão separados, porém em um mesmo
documento PDF.
Abrindo o documento você encontra as informações dividias em um cabeçalho e partes numeradas de 1 a 4. Conforme consta no exemplo da imagem abaixo.
Agora vamos
explicar o que compõe cada um desses itens.
Cabeçalho composto por:
Número da UC Nome registrado na UC Endereço contendo: rua, cidade, estado e CEP
1. Demonstrativos de Créditos Utilizados – UC Geradora – expressos em kWh
Essa é a tabela onde contém todas as informações de créditos gerados, utilizados e o saldo. Também contém a energia consumida da concessionária e os meses de referência para cada informação. Vamos explicar cada um desses itens mais à frente deste mesmo post.
2. Total de créditos expirados no ciclo de faturamento
Você já deve saber que os créditos
gerados por seu sistema solar fotovoltaico devem ser consumidos em um período
máximo de 60 meses (5 anos). Então, caso você não os tenha consumido neste
período, estes créditos aparecerão neste item. Se não existe créditos expirados
o campo aparece vazio, conforme imagem abaixo.
3. Próxima parcela do saldo atualizado de créditos a expirar
Aqui aparece a parcela em kWh dos
créditos a expirar e a data em que expirarão. Se não existem créditos a expirar
o campo aparecerá vazio. Segue exemplo na imagem abaixo com crédito a expirar.
4. Última fatura
Aqui é o resumo que você também
encontra na sua última fatura de energia. O resumo contém o saldo do mês em
questão, o saldo acumulado de créditos de todos os meses e o saldo a expirar.
Segue exemplo abaixo.
Entendendo o item 1. Demonstrativos de Créditos Utilizados – UC Geradora – expressos em kWh
Este é o item onde mostra todas as informações de entrada e
saída de créditos de energia e da energia consumida da concessionária.
Para começar, você deve ter observado que em todas as colunas
da tabela do exemplo contém no final a sigla “TP”. Essa sigla significa “todos
os períodos”. Neste caso, o consumidor paga o mesmo pela energia independente
do horário do dia. Alguns consumidores possuem diferentes tarifas de acordo com
o horário de utilização (consumidores alocados na tarifa branca, por exemplo).
Nestes casos as colunas ainda viriam separadas por horário com as siglas PT
(ponta) e FP (fora ponta).
Agora, vamos explicar o que significa cada uma das seguintes
colunas:
Referência: é o mês e o ano que aconteceu a movimentação.
Saldo Ant. Energia TP: se refere ao saldo de energia injetada (créditos) do mês anterior. Ou seja, esse número deve ser sempre igual ao Saldo Mês TP do mês anterior. Veja um exemplo abaixo:
Ativa Injet. TP: se refere a quantidade de energia injetada por seu sistema, ou seja, é o que sobrou de energia gerada. Lembre-se que a energia que você consumiu instantaneamente não aparece neste item, aqui aparece apenas a “sobra” de energia. Se você quiser saber quanto de energia no total seu sistema gerou, esta informação você encontra no aplicativo do seu inversor selecionando o mês em questão.
Se o relatório se refere a uma unidade consumidora apenas beneficiária, este item aparecerá zerado, pois obviamente não existe produção de energia na unidade em questão. O item também pode aparecer zerado no mês corrente pois o dado naturalmente ainda não foi computado.
Atv. Cons. TP: se refere ao consumo ativo na unidade consumidora. Em outras palavras é a quantidade de energia em kWh que a unidade consumidora usou da concessionária (neste caso, Celesc) no mês em questão.
Créd. Uti. no mês TP: é a quantidade de créditos que a unidade consumidora utilizou no mês em questão. É interessante lembrar que aqui a quantidade fica limitada a taxa mínima da concessionária, que varia conforme entrada de energia:
Monofásica: 30 kWh
Bifásica: 50 kWh
Trifásica: 100 kWh
No exemplo em questão, a entrada é trifásica, então o crédito utilizado fica limitado a taxa mínima de 100 kWh e por isso não cobre o consumo inteiro. Veja a explicação na imagem abaixo:
Saldo Mês TP: se refere ao saldo final de créditos
atualizado. Ele vai ser a soma do “Saldo Ant. Energia TP”, com a taxa mínima
(que não foi utilizada nos créditos) e com os créditos gerados relativos
daquele mês para a unidade consumidora em questão. Se colocarmos uma fórmula,
ficaria assim:
Saldo Mês TP = Saldo Ant. Energia TP + (Ativa Injet. TP – At. Cons. TP)*(% que a UC recebe de crédito) + Taxa mínima
A porcentagem que a UC recebe de créditos é estipulado quando
o sistema foi cadastrado na concessionária, isto se existem beneficiárias. Caso
o sistema seja apenas composto pela unidade geradora, a porcentagem é de 100%
(1).
No exemplo que estamos usando o sistema foi cadastrado para a
unidade geradora receber 7% (0,07) dos créditos e a unidade beneficiária
receber 93%.
Agora, vamos fazer uma conta juntos do exemplo em questão. Vamos utilizar o mês 02/2020 de referência.
Saldo Transf. TP: é a quantidade de créditos transferidos para outra titularidade.Essa transferência só acontece caso o contrato seja cancelado e você possua saldo de créditos. Ou ainda, caso o sistema se enquadre em uma geração compartilhada composta por cooperativas ou associações.
Crédito Recebido TP: são os créditos recebidos dentro da
unidade consumidora em questão no referido mês (incluindo o crédito utilizado e
não utilizado). Neste caso deve-se somar os créditos utilizados no mês, com o
saldo final acumulado do mês e descontado o saldo anterior, para assim ficar
apenas o crédito total recebido no mês. Em fórmula ficaria assim:
Crédito Recebido TP = Saldo Mês TP + Créd. Uti. no mês TP – Saldo Ant. Energia TP
Vamos novamente a um exemplo prático na mesma referência de mês.
Algumas observações finais importantes
Os cálculos feitos do exemplo em questão são particulares
para este caso específico. Você pode usar esse texto como guia, mas ele pode
apresentar pequenas diferenças de interpretação. A taxa mínima do seu sistema
pode ser diferente, assim como o percentual de crédito que fica na unidade
geradora.
Esperamos ter conseguido ajudar você a entender melhor os
dados dos créditos de energia gerados por seu sistema.
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14 thoughts on “Qual o preço de um sistema fotovoltaico por placa solar?”
Jailton Rover
Quero instalar o sistema de energia fotovoltaica em minha casa de praia, em São Francisco do sul, onde a Celesc não atende é possível? O sistema deverá atender sozinho a residência.
Olá Jailton. Nos trabalhamos apenas com sistemas conectados a rede, chamados de on-grid. Para o seu caso, se não existe rede elétrica que chega até a residência, é possível instalar um sistema que chamamos de off-grid, onde a energia é armazenada a bateria. Nossa empresa infelizmente não trabalha com esse tipo de sistema. Uma ótima semana!
Conforme solicitação, necessitamos de orçamento para uma área de 90m2 de telhado,
Consumo de energia da Light R$ 1.300,00 mensais
Aproximadamente. Qual seria o melhor sistema.?
Att.
Roberto, obrigado por sua mensagem. Poderia entrar em contato conosco nos canais abaixo? Precisamos de uma imagem da sua fatura de energia para obter algumas informações.
Estou tentando me aprofundar nós conhecimentos de energia fotovoltaica, pois, se possível, pretendo-me migrar para essa nova modalidade que cresce no mundo. Embora eu tem bobs conhecimentos elétricos, mas ainda não tenho domínio nessa nova área! Abraços
peco uma estimativa de investimento para sistema montado em casa de praia m sao francisco do sul.
nosso consumo mensal desta casa mais apto em joinville na media de 500 kw/hrs.
Olá Peter, obrigado por sua mensagem. Para podermos elaborar uma proposta mais correta, pode entrar em contato conosco? Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
As placas fotovoltaicas podem ser instaladas na cobertura do prédio ou também em outro endereço, com isso você estaria fazendo um auto consumo remoto.
Nos passe seu contato para passarmos mais detalhes de como funciona cada caso.
Abraços!
Olá Mirian, obrigado por seu comentário.
Entre em contato conosco para conversarmos pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
Quero instalar o sistema de energia fotovoltaica em minha casa de praia, em São Francisco do sul, onde a Celesc não atende é possível? O sistema deverá atender sozinho a residência.
Olá Jailton. Nos trabalhamos apenas com sistemas conectados a rede, chamados de on-grid. Para o seu caso, se não existe rede elétrica que chega até a residência, é possível instalar um sistema que chamamos de off-grid, onde a energia é armazenada a bateria. Nossa empresa infelizmente não trabalha com esse tipo de sistema. Uma ótima semana!
Gostaria de fazer um orçamento da energia fotovoltaica , em Guanhaes Minas Gerais
Olá Sônia, obrigado por sua mensagem. Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
Prezado bom dia.
Conforme solicitação, necessitamos de orçamento para uma área de 90m2 de telhado,
Consumo de energia da Light R$ 1.300,00 mensais
Aproximadamente. Qual seria o melhor sistema.?
Att.
Roberto, obrigado por sua mensagem. Poderia entrar em contato conosco nos canais abaixo? Precisamos de uma imagem da sua fatura de energia para obter algumas informações.
Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
Estou tentando me aprofundar nós conhecimentos de energia fotovoltaica, pois, se possível, pretendo-me migrar para essa nova modalidade que cresce no mundo. Embora eu tem bobs conhecimentos elétricos, mas ainda não tenho domínio nessa nova área! Abraços
Obrigado por sua mensagem, Lafaete. Este é um mercado em crescimento. Sucesso nos estudos.
peco uma estimativa de investimento para sistema montado em casa de praia m sao francisco do sul.
nosso consumo mensal desta casa mais apto em joinville na media de 500 kw/hrs.
Olá Peter, obrigado por sua mensagem. Para podermos elaborar uma proposta mais correta, pode entrar em contato conosco? Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
Boa tarde em apartamento é possível fazer a instalação?
Boa tarde Rogério;
As placas fotovoltaicas podem ser instaladas na cobertura do prédio ou também em outro endereço, com isso você estaria fazendo um auto consumo remoto.
Nos passe seu contato para passarmos mais detalhes de como funciona cada caso.
Abraços!
Boa noite gostaria de instalar aqui em casa pode me passar como funciona valores forma de pagamento
Olá Mirian, obrigado por seu comentário.
Entre em contato conosco para conversarmos pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF