Painéis solares fotovoltaicos bifaciais: da origem até a aplicabilidade
Quando o assunto é energia solar a
Ecoa Energias Renováveis está sempre presente. E não poderia ser diferente com
a maior feira da América do Sul para o setor solar, a Intersolar South America.
O evento, que acontece em São Paulo,
sempre é uma ótima oportunidade para ficar por dentro das novidades no mercado
e também para troca de ideias e experiências com profissionais da área.
Além dos acionistas da Ecoa Energias, Rodrigo, Fábio e André, tivemos a companhia do Pedro, representando a Tritec, empresa multinacional em que a Ecoa Energias Renováveis foi incorporada no ano passado.
Imagem 1: na sequência, Pedro, Rodrigo, Fábio e André na Intersolar 2019. Fonte: arquivo Ecoa Energias Renováveis.
O produto com maior visibilidade da
feira deste ano na verdade não foi nenhuma surpresa: placas solares bifaciais.
A tecnologia já havia sido apresentada em 2016, na mesma feira, e ganhou maior
visibilidade este ano pela evolução de sua aplicabilidade no mercado e performance.
Por isso, hoje nosso post é dedicado a essa tecnologia! Quer conhecer melhor as placas bifaciais? Então vamos lá!
O que é um painel solar fotovoltaico bifacial?
Os painéis
solares bifacias, como o próprio nome já diz, possuem a capacidade de absorver
radiação em ambos os lados. Eles são capazes de absorver a luz solar que é
refletida do solo e de outras superfícies.
Para entender melhor, vamos voltar um pouco no tempo.
[rock-convert-pdf id=”6723″]
Histórico das placas bifaciais
O
conceito de placas solares bifaciais não é novo. Na verdade, o primeiro painel
solar criado e divulgado, em 1954, era bifacial. Mas por que, então, esse
conceito só ganhou atenção nos últimos anos?
Primeiro vamos lembrar do que é composto uma placa solar. As placas mais convencionais e encontradas em maior escala no mercado são produzidas basicamente com os insumos da imagem abaixo:
Imagem 2: composição de um painel solar. Fonte: Portal Solar
Você
poderia imaginar, pela composição da placa, que se substituirmos o “Backsheet”
por um outro vidro especial, o que já acontece com algumas placas com
composição vidro-vidro, ela já se tornaria uma placa bifacial. Porém, isso não
acontece. Na verdade, a própria célula fotovoltaica (em azul na imagem acima),
pelo processo de fabricação mais convencional, não gera energia nos dois lados,
apenas em um. Vamos entender por que isso acontece?
Durante muito tempo, a tecnologia usada para produzir a maioria das células fotovoltaicas presentes hoje no mercado era a “Aluminum back-surface field” – AI-BSF. O que significa, de forma simplificada, que a superfície traseira das células produzidas com essa tecnologia é em alumínio. E o que isso tem a ver com placas bifaciais? O alumínio não permite a passagem de luz, e assim, na sua estrutura convencional, estas células não captam radiação pela parte de trás. Veja a composição de uma célula padrão na próxima imagem.
Imagem 3: composição de uma célula solar fotovoltaica. Fonte: Institute for Solar Energy Research
Com o
crescente estudo sobre o tema e a rápida evolução do mercado solar, as empresas
começaram a desenvolver tecnologias viáveis para comercializar em massa as
placas bifaciais.
Há 10
anos atrás, a Panasonic foi uma das primeiras empresas a lançar placas solares
bifaciais no mercado em grande escala. E, no Brasil, foi a partir de 2016 que
elas começaram a aparecer no mercado de forma mais difundida.
O que
facilitou este avanço foi justamente o fato de que as tecnologias do mercado,
além da AI-BSF, já são, de alguma maneira, bifaciais ou podem se tornar com “pequenos”
ajustes. A vantagem é que a maioria dos componentes responsáveis por gerar
energia, como o Silício, já são transparentes em sua composição natural. Porém,
o desafio é conseguir criar um modelo aplicável e eficiente.
Tecnologia das placas bifaciais
Existem,
basicamente, 3 tecnologias que estão entre as mais usadas para produção de
céluas bifaciais: p-PERC, n-PERT e a HJT (Hetero-Junction technology). Sobre a
estrutura das placas, a maioria é composta por vidro-vidro e uma pequena parcela
delas é vidro na frente e a parte traseira com outro tipo de película
transparente.
P-PERC
A
tecnologia P-PERC não é nova, mas ficou mais difundida depois do aquecimento do
mercado. O que facilitou a utilização desta tecnologia para placas bifaciais é
que pequenas modificações no processo de produção já tornam as células
bifacais. Porém, o processo ainda exige uma “fina” grade local de BSF, o que
gera certa “sombra” na célula. Como conclusão, a tecnologia é excelente, porém
ainda não é a melhor do mercado em termos de eficiência.
N-PERT
Já as
células do tipo N-PERT tem vantagens em termos de eficiência quando comparadas
com as do tipo P. Isso acontece, basicamente, porque nenhuma camada de BSF é
necessário na parte traseira da célula. Sendo assim, todas as células do tipo N
já são bifaciais por natureza. Por essa tecnologia ainda não ser amplamente
difundida o processo de fabricação do produto ainda é muito caro. Sua eficiência
é de 10% a 20% maior do que o tipo P-PERC.
HJT
Por
último, a tecnologia HJT foi desenvolvida e patenteada pela SANYO (hoje
Panasonic), porém, em 2010, essa patente expirou e gerou oportunidade para
outros fabricantes investirem na tecnologia. Ela se difere um pouco mais em
relação a outras do ponto de vista do seu processo de fabricação. O custo de seus componentes é
mais alto do que as outras tecnologias, mas também são as mais eficientes. Provavelmente,
com a evolução da tecnologia e sua disseminação no mercado, o processo se
tornará mais barato.
Quais são os fabricantes no mercado e modelos de placas?
Diversos fabricantes já aderiram a
produção de placas solares bifaciais. Vamos citar cinco exemplos que estão
entre os maiores fabricante do mundo.
JinkoSolar
Em fevereiro deste ano a JinkoSolar anunciou o módulo
bifacial chamado “Swan”. De acordo
com o fabricante, a placa possui um rendimento a mais de 5% a até 25% pela
parte traseira. A potencia de saída da placa na parte frontal é de até 400W. A
tecnologia usada para fabricação desta placa é a PERC e a garantia de eficiência
do módulo é de 30 anos.
Trina Solar
A Trina possui o modulo bifacial Duomax Twin. De acordo com o fabricante, a parte traseira pode gerar até 30% a mais de energia. A estrutura é feita de vidro-vidro.
O modulo monocristalino de 72 células
possui potencia de saída de 385-405W. E a tecnologia utilizada também é a PERC.
Em julho deste ano, a Trina Solar anunciou a produção em massa de novos módulos bifaciais. Estes serão também de vidro duplo i-TOPCon, porém com tecnologia tipo N.
Canadian
A Canadian está entre as líderes da
indústria no setor mundial. Com amplo conhecimento na fabricação de módulos de
vidro duplo, eles desenvolveram módulos bifaciais com potência de saída de até
430W.
Um exemplo é o módulo chamado de BiHiku, desenvolvido com a tecnologia de células policristalinas PERC. Em condições perfeitas de uso ele pode gerar até 30% de energia a mais pela parte de trás.
Jinergy
Agora, vamos a tecnologia considerada a mais ponta de linha hoje no mercado, a tecnologia HJT. E como exemplo, citamos os módulos JNHM72, da Jinergy que possuem um range de potencia de 415 até 435W. Por ser bifacial, a parte de trás do módulo, de acordo com o fabricante, pode aumentar de 10 a 35% a geração de energia.
LONGi Solar
Nosso último destaque é para os módulos lançados pela LONGi em maio de 2019, numa nova geração de células PERC. Tivemos a oportunidade de conhecer este lançamento na Intersolar. O módulo Hi-MO4 tem batido recordes de performance, chegando a uma potência de até 435W. A parte traseira gera até 25% a mais de energia. Abaixo imagem que tiramos do módulo exposto na Intersolar.
Imagem 4: placa solar LONGi. Fonte: arquivo Ecoa Energia Renováveis.
Aplicabilidade do painel solar fotovoltaico bifacial
Os painéis bifaciais inicialmente
surgiram com foco em aplicações BIPV (Building Integrated Photovoltaic), que é
a prática de incorporar o painel solar na construção. Outra aplicação comum é
para situações onde a maior parte da energia solar é a luz solar difusa (aquele
que bate em algum ponto e volta).
A grande queda no custo do vidro solar,
usado na fabricação dos painéis, fez com que a aplicação das bifaciais se estendesse.
Os módulos bifaciais estão começando a se tornar viáveis para as mais diversas
aplicações, como pontos de ônibus, plataformas, coberturas, paredes, cercas
entre outros.
Mas, aonde os bifaciais estão ganhando cada vez mais
espaço é para instalações em solo, especialmente em usinas de geração
distribuída. Isto porque é onde conseguimos ver maiores benefícios. O solo
reflete luz que é captada pela parte de trás do módulo. Ao contrário de
instalações em telhados, em que a parte traseira fica muito próxima do telhado
e recebe pouca ou nenhuma luz.
Vale ressaltar, que apesar de alguns
fabricantes falaram em um aumento de até 30% na fase traseira no painel, estes
30% são em condições perfeitas. Um média mais aproximada de situações reais de
uso é que o aumento de potencia fique perto de 10%.
Em janeiro deste ano a Cooperation Unisun Energy, da Holanda, anunciou que o projeto da usina Zonnepark Rilland com 11,75 MW, feito com uso de módulos bifaciais tipo N da marca Jolywood foi conecta a rede. Foi a primeira e maior usina solar em grande escala construída com módulos solares bifaciais tipo N na Europa. Imagem abaixo.
Imagem 5: placas na usina Zonnepark Rilland. Fonte: Unisun.
Esperamos que com o desenvolvimento crescente destas tecnologias, o custo dos painéis bifaciais fique cada vez mais baixo e possam ser utilizados em maior escala.
E você, já pensou em gerar sua própria energia a partir do sol? Que tal fazer uma simulação do quanto você pode economizar no nosso site? Acesse AQUI.
Quando o assunto é energia solar a
Ecoa Energias Renováveis está sempre presente. E não poderia ser diferente com
a maior feira da América do Sul para o setor solar, a Intersolar South America.
O evento, que acontece em São Paulo,
sempre é uma ótima oportunidade para ficar por dentro das novidades no mercado
e também para troca de ideias e experiências com profissionais da área.
Além dos acionistas da Ecoa Energias, Rodrigo, Fábio e André, tivemos a companhia do Pedro, representando a Tritec, empresa multinacional em que a Ecoa Energias Renováveis foi incorporada no ano passado.
Imagem 1: na sequência, Pedro, Rodrigo, Fábio e André na Intersolar 2019. Fonte: arquivo Ecoa Energias Renováveis.
O produto com maior visibilidade da
feira deste ano na verdade não foi nenhuma surpresa: placas solares bifaciais.
A tecnologia já havia sido apresentada em 2016, na mesma feira, e ganhou maior
visibilidade este ano pela evolução de sua aplicabilidade no mercado e performance.
Por isso, hoje nosso post é dedicado a essa tecnologia! Quer conhecer melhor as placas bifaciais? Então vamos lá!
O que é um painel solar fotovoltaico bifacial?
Os painéis
solares bifacias, como o próprio nome já diz, possuem a capacidade de absorver
radiação em ambos os lados. Eles são capazes de absorver a luz solar que é
refletida do solo e de outras superfícies.
Para entender melhor, vamos voltar um pouco no tempo.
[rock-convert-pdf id=”6723″]
Histórico das placas bifaciais
O
conceito de placas solares bifaciais não é novo. Na verdade, o primeiro painel
solar criado e divulgado, em 1954, era bifacial. Mas por que, então, esse
conceito só ganhou atenção nos últimos anos?
Primeiro vamos lembrar do que é composto uma placa solar. As placas mais convencionais e encontradas em maior escala no mercado são produzidas basicamente com os insumos da imagem abaixo:
Imagem 2: composição de um painel solar. Fonte: Portal Solar
Você
poderia imaginar, pela composição da placa, que se substituirmos o “Backsheet”
por um outro vidro especial, o que já acontece com algumas placas com
composição vidro-vidro, ela já se tornaria uma placa bifacial. Porém, isso não
acontece. Na verdade, a própria célula fotovoltaica (em azul na imagem acima),
pelo processo de fabricação mais convencional, não gera energia nos dois lados,
apenas em um. Vamos entender por que isso acontece?
Durante muito tempo, a tecnologia usada para produzir a maioria das células fotovoltaicas presentes hoje no mercado era a “Aluminum back-surface field” – AI-BSF. O que significa, de forma simplificada, que a superfície traseira das células produzidas com essa tecnologia é em alumínio. E o que isso tem a ver com placas bifaciais? O alumínio não permite a passagem de luz, e assim, na sua estrutura convencional, estas células não captam radiação pela parte de trás. Veja a composição de uma célula padrão na próxima imagem.
Imagem 3: composição de uma célula solar fotovoltaica. Fonte: Institute for Solar Energy Research
Com o
crescente estudo sobre o tema e a rápida evolução do mercado solar, as empresas
começaram a desenvolver tecnologias viáveis para comercializar em massa as
placas bifaciais.
Há 10
anos atrás, a Panasonic foi uma das primeiras empresas a lançar placas solares
bifaciais no mercado em grande escala. E, no Brasil, foi a partir de 2016 que
elas começaram a aparecer no mercado de forma mais difundida.
O que
facilitou este avanço foi justamente o fato de que as tecnologias do mercado,
além da AI-BSF, já são, de alguma maneira, bifaciais ou podem se tornar com “pequenos”
ajustes. A vantagem é que a maioria dos componentes responsáveis por gerar
energia, como o Silício, já são transparentes em sua composição natural. Porém,
o desafio é conseguir criar um modelo aplicável e eficiente.
Tecnologia das placas bifaciais
Existem,
basicamente, 3 tecnologias que estão entre as mais usadas para produção de
céluas bifaciais: p-PERC, n-PERT e a HJT (Hetero-Junction technology). Sobre a
estrutura das placas, a maioria é composta por vidro-vidro e uma pequena parcela
delas é vidro na frente e a parte traseira com outro tipo de película
transparente.
P-PERC
A
tecnologia P-PERC não é nova, mas ficou mais difundida depois do aquecimento do
mercado. O que facilitou a utilização desta tecnologia para placas bifaciais é
que pequenas modificações no processo de produção já tornam as células
bifacais. Porém, o processo ainda exige uma “fina” grade local de BSF, o que
gera certa “sombra” na célula. Como conclusão, a tecnologia é excelente, porém
ainda não é a melhor do mercado em termos de eficiência.
N-PERT
Já as
células do tipo N-PERT tem vantagens em termos de eficiência quando comparadas
com as do tipo P. Isso acontece, basicamente, porque nenhuma camada de BSF é
necessário na parte traseira da célula. Sendo assim, todas as células do tipo N
já são bifaciais por natureza. Por essa tecnologia ainda não ser amplamente
difundida o processo de fabricação do produto ainda é muito caro. Sua eficiência
é de 10% a 20% maior do que o tipo P-PERC.
HJT
Por
último, a tecnologia HJT foi desenvolvida e patenteada pela SANYO (hoje
Panasonic), porém, em 2010, essa patente expirou e gerou oportunidade para
outros fabricantes investirem na tecnologia. Ela se difere um pouco mais em
relação a outras do ponto de vista do seu processo de fabricação. O custo de seus componentes é
mais alto do que as outras tecnologias, mas também são as mais eficientes. Provavelmente,
com a evolução da tecnologia e sua disseminação no mercado, o processo se
tornará mais barato.
Quais são os fabricantes no mercado e modelos de placas?
Diversos fabricantes já aderiram a
produção de placas solares bifaciais. Vamos citar cinco exemplos que estão
entre os maiores fabricante do mundo.
JinkoSolar
Em fevereiro deste ano a JinkoSolar anunciou o módulo
bifacial chamado “Swan”. De acordo
com o fabricante, a placa possui um rendimento a mais de 5% a até 25% pela
parte traseira. A potencia de saída da placa na parte frontal é de até 400W. A
tecnologia usada para fabricação desta placa é a PERC e a garantia de eficiência
do módulo é de 30 anos.
Trina Solar
A Trina possui o modulo bifacial Duomax Twin. De acordo com o fabricante, a parte traseira pode gerar até 30% a mais de energia. A estrutura é feita de vidro-vidro.
O modulo monocristalino de 72 células
possui potencia de saída de 385-405W. E a tecnologia utilizada também é a PERC.
Em julho deste ano, a Trina Solar anunciou a produção em massa de novos módulos bifaciais. Estes serão também de vidro duplo i-TOPCon, porém com tecnologia tipo N.
Canadian
A Canadian está entre as líderes da
indústria no setor mundial. Com amplo conhecimento na fabricação de módulos de
vidro duplo, eles desenvolveram módulos bifaciais com potência de saída de até
430W.
Um exemplo é o módulo chamado de BiHiku, desenvolvido com a tecnologia de células policristalinas PERC. Em condições perfeitas de uso ele pode gerar até 30% de energia a mais pela parte de trás.
Jinergy
Agora, vamos a tecnologia considerada a mais ponta de linha hoje no mercado, a tecnologia HJT. E como exemplo, citamos os módulos JNHM72, da Jinergy que possuem um range de potencia de 415 até 435W. Por ser bifacial, a parte de trás do módulo, de acordo com o fabricante, pode aumentar de 10 a 35% a geração de energia.
LONGi Solar
Nosso último destaque é para os módulos lançados pela LONGi em maio de 2019, numa nova geração de células PERC. Tivemos a oportunidade de conhecer este lançamento na Intersolar. O módulo Hi-MO4 tem batido recordes de performance, chegando a uma potência de até 435W. A parte traseira gera até 25% a mais de energia. Abaixo imagem que tiramos do módulo exposto na Intersolar.
Imagem 4: placa solar LONGi. Fonte: arquivo Ecoa Energia Renováveis.
Aplicabilidade do painel solar fotovoltaico bifacial
Os painéis bifaciais inicialmente
surgiram com foco em aplicações BIPV (Building Integrated Photovoltaic), que é
a prática de incorporar o painel solar na construção. Outra aplicação comum é
para situações onde a maior parte da energia solar é a luz solar difusa (aquele
que bate em algum ponto e volta).
A grande queda no custo do vidro solar,
usado na fabricação dos painéis, fez com que a aplicação das bifaciais se estendesse.
Os módulos bifaciais estão começando a se tornar viáveis para as mais diversas
aplicações, como pontos de ônibus, plataformas, coberturas, paredes, cercas
entre outros.
Mas, aonde os bifaciais estão ganhando cada vez mais
espaço é para instalações em solo, especialmente em usinas de geração
distribuída. Isto porque é onde conseguimos ver maiores benefícios. O solo
reflete luz que é captada pela parte de trás do módulo. Ao contrário de
instalações em telhados, em que a parte traseira fica muito próxima do telhado
e recebe pouca ou nenhuma luz.
Vale ressaltar, que apesar de alguns
fabricantes falaram em um aumento de até 30% na fase traseira no painel, estes
30% são em condições perfeitas. Um média mais aproximada de situações reais de
uso é que o aumento de potencia fique perto de 10%.
Em janeiro deste ano a Cooperation Unisun Energy, da Holanda, anunciou que o projeto da usina Zonnepark Rilland com 11,75 MW, feito com uso de módulos bifaciais tipo N da marca Jolywood foi conecta a rede. Foi a primeira e maior usina solar em grande escala construída com módulos solares bifaciais tipo N na Europa. Imagem abaixo.
Imagem 5: placas na usina Zonnepark Rilland. Fonte: Unisun.
Esperamos que com o desenvolvimento crescente destas tecnologias, o custo dos painéis bifaciais fique cada vez mais baixo e possam ser utilizados em maior escala.
E você, já pensou em gerar sua própria energia a partir do sol? Que tal fazer uma simulação do quanto você pode economizar no nosso site? Acesse AQUI.
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Entenda como a energia solar resulta em economia
Ficou assustado ao ver o valor da sua fatura de energia? Sua conta tem pesado no orçamento? Então está na hora de mudar essa realidade!
Considerada uma das fontes mais limpas e de baixo custo, a energia solar pode garantir muita economia no seu orçamento familiar. Quer saber como isso acontece? Reunimos as informações neste texto!
Energia solar: vale a pena investir?
Produzir energia a partir do Sol é muito benéfico, pois é uma fonte renovável e limpa, abundante em nosso país. As vantagens são muitas. A utilização de placas solares causa muito um impacto ambiental quase nulo, se comparado à geração feita pelas hidrelétricas e termelétricas, por exemplo.
Além disso, o custo de manutenção dos equipamentos é mínimo (somente limpeza dos painéis) e a instalação das placas pode acontecer tanto na cidade como na zona rural, o que é uma ótima opção, pois facilita para o produtor rural também economizar e fazer uso desta solução.
A desvantagem da energia solar ficava por conta do seu custo de instalação, mas essa realidade, felizmente, vem mudando. Com o investimento em tecnologia e a ampla distribuição mundial, foi possível tornar as placas mais potentes e o preço mais competitivo, com diversas opções de financiamento.
Ademais, a relação custo-benefício é comprovada: o investimento inicial é recuperado por meio da economia nas contas de luz, além de em alguns casos o excedente de energia poder ser devolvido para a rede urbana, gerando créditos na conta final, que vão ficar disponíveis para uso por até 60 meses.
Por estes motivos, esta opção energética está se tornando mais conhecida e cada vez mais pessoas procuram entender do assunto. Os kits de energia solar estão sendo muito procurados, tanto para instalação em residências quanto para condomínios e empresas.
O que esperar da economia com a energia solar?
Redução na conta de luz
O uso de energia solar pode gerar uma redução de até 90% ou mais na conta de luz. Gostou? Sabe o melhor? A redução da conta de energia é imediata e, considerando essa economia, o valor de instalação do painel de energia solar pode ser recuperado em um período médio de quatro a seis anos (em alguns casos, até menos que isso).
Vantagens adicionais
Além da economia, a energia solar traz outros benefícios, como a valorização do imóvel para residências. Até como investimento, um sistema de energia solar traz muito mais retorno financeiro do que qualquer aplicação bancária.
A energia solar, com certeza, é uma das melhores opções renováveis. Além dos benefícios ambientais, ela garante muita economia para você. Investir nela pode significar sua independência energética, afinal, você usará uma fonte de energia abundante. Quer saber mais sobre esse assunto? Entre em contato e fale com um de nossos consultores aqui! Estamos à disposição para atendê-lo!
Inversor solar fotovoltaico: modelos e suas diferenças!
Um sistema solar fotovoltaico é composto principalmente por módulos fotovoltaicos, inversor solar fotovoltaico, estrutura de fixação dos módulos e material elétrico. O inversor é um dos equipamentos mais importantes, isoladamente é a peça mais cara do sistema e funciona como se fosse o cérebro do sistema fotovoltaico.
O que é um inversor solar fotovoltaico?
Os módulos fotovoltaicos recebem radiação solar e geram uma corrente contínua de energia elétrica. Portanto, o inversor solar fotovoltaico é o equipamento responsável por transformar essa corrente contínua em alternada, possibilitando seu uso na rede elétrica. Também é o inversor que limita a potência de saída do sistema.
Onde o inversor solar fotovoltaico é instalado?
Cada projeto possui seus diferencias, então cabe ao projetista definir o melhor lugar para colocar o inversor fotovoltaico. O equipamento deve ficar entre os módulos fotovoltaicos e quadro geral elétrico do estabelecimento. Questões como distâncias entre os equipamentos devem ser analisadas, para otimizar o máximo possível também os gastos com cabeamento elétrico, por exemplo.
Os inversores de melhor qualidade no mercado possuem nível de proteção IP65, o que quer dizer que o equipamento é à prova de poeira e protegido contra jatos de água. Mas, mesmo assim, é indicado sua instalação em local protegido do sol e da chuva, para aumentar a vida útil do equipamento.
Em projetos maiores que exigem inversores mais robustos, pode ser necessário ter uma sala como uma central de inversores. É importante informar que pequenos inversores geram pouquíssimo ruído, já inversores maiores podem gerar um ruído maior. Então, também é aconselhável manter o equipamento distante de salas ou quartos onde o silêncio total seja necessário durante o dia.
O local de instalação também irá variar principalmente conforme modelo do inversor. Iremos abordar este tema nos próximos tópicos.
Modelos de inversor fotovoltaicos:
Conforme modelo do sistema solar fotovoltaico, os inversores se enquadram em três tipos:
Grid-tie ou On-grid: é um inversor para sistemas fotovoltaicos conectado à rede. Ou seja, não servem para sistemas movidos a bateira. São os mais utilizados do mercado, visto que é o modelo de sistema com maior adesão devido ao seu custo-benefício. Programados para desligarem automaticamente, em casos de queda ou instabilidade mais significativa de energia.
Off-grid: é um inversor desenvolvido para sistemas movidos a bateria. É o modelo de sistema fotovoltaico usado em áreas isoladas onde não chega energia elétrica da concessionária.
Híbridos: são equipamentos que funcionam para sistemas off-grid em simultaneidade com on-grid. Ou seja, ele possui tanto conexão a um banco de baterias, quanto à rede elétrica. O modelo é interessante, mas infelizmente ainda possui um custo muito elevado de aquisição em relação as outras soluções, bem como sua homologação pelas concessionárias de energia são mais restritas.
A ECOA não oferece soluções para inversores off-grid ou híbridos, sendo nosso foco de atuação somente os inversores on-grid.
Inversor solar fotovoltaico grid-tie
Como este tipo de inversor fotovoltaico é o mais utilizado em todo o mundo, e também é o modelo comercializado pela Ecoa Energias Renováveis, vamos abordar os modelos de inversores existentes que são do tipo grid-tie, conectados à rede.
Inversor solar string: é o modelo de inversor mais usado em residências, comércios e indústrias. Representa cerca de 50% de toda a comercialização de inversores do mundo. Conforme tamanho da instalação pode haver mais de um inversor string. O termo string se refere a fileiras de módulos fotovoltaicos. Cada uma das fileiras é, comumente, chamada de string.
Micro-inversor solar: é um modelo dimensionado para atender módulos fotovoltaicos de forma individual. Então, diferente do inversor string, cada módulo possui um inversor, ou ele pode atender diversos módulos, porém todos com entradas individuais e não em fileiras como o de string.
Inversor solar central: são basicamente inversores string de alta potência. Não existe uma definição que fala a partir de qual tamanho um inversor string é considerado um inversor central. Mas basicamente é um termo mais utilizado para grandes usinas solares, com inversores a partir de 1 MW.
Principais diferenças entre o inversor string e o micro-inversor
Conforme comentamos, em sistemas com inversor string, os
painéis fotovoltaicos são ligados em série, sendo depois ligados através de
cabos de corrente contínua ao inversor string. Já nos micro-inversores os
módulos possuem saídas individualizadas.
Outra diferença importante é que os micro-inversores são
instalados junto aos módulos fotovoltaicos, que ficam geralmente no telhado.
Enquanto o inversor string é instalado em parede.
Para exemplificar o que falamos, seguem imagens abaixo.
Imagem 1: diferenças no arranjo entre micro-inversores e inversor string.
Não existe entre estes dois modelos um que seja melhor e outro pior. Isso irá depender das características de cada projeto e o quanto você está disposto a investir. Ambos possuem a mesma função no sistema. Mas, quais são as vantagens e desvantagens de cada um deles?
Micro-inversor
Vantagens: permite analisar a geração de energia dos módulos de forma isolada. A produção de energia também é por módulo e não por string. Então, em caso de apenas um módulo estar com sombra, somente este módulo terá sua geração prejudicada.
Desvantagens: mais caros que os inversores string quando comparados a mesma potência de sistema. Geralmente, são instalados em telhados, junto aos módulos, e se acaso for necessário manutenção o acesso pode ser mais dificultoso. Desse modo, por serem mais novos no mercado, não possuem muitas marcas disponíveis com aprovação do Inmetro no Brasil.
Inversor string
Vantagens: sua instalação é feita em local de fácil acesso. São mais baratos em comparação a mesma potência de sistema do que micro-inversores. Possuem modelos e marcas mais diversificados no mercado, sendo os mais utilizados.
Desvantagens: não é possível analisar a geração de energia por módulo, apenas por string (fileiras de módulos). Se um módulo sofre incidência de sombra, os módulos ligados na string também são prejudicados.
O que considerar na hora de escolher um inversor fotovoltaico?
Comentamos que o melhor inversor varia de acordo com certas especificidades de projeto. No geral micro-inversores podem ser uma boa opção em telhados com muito sombreamento, ou com diferentes angulações e ainda em sistemas menores de 1,5 kWp. Então suas características o tornam mais viáveis e populares em residências de baixo consumo. Em grandes projetos onde dispomos de boa área para trabalhar a disposição de módulos e livre de sombras, a escolha geralmente mais viável são inversores string.
O melhor é ter profissionais capacitados para avaliar o seu
projeto em específico. Não temos como generalizar essa escolha. Como já falamos
em outros posts, não existe receita de bolo na hora de dimensionar e escolher os
equipamentos para seu projeto.
Em suma, o importante é garantir que você está escolhendo uma marca e parceiros com eficiência comprovada e com grande confiabilidade.
Fabricantes de inversores solares fotovoltaicos
Algumas marcas aparecem como referência no mercado mundial. Já que temos algumas variações da escolha da marca quanto ao tamanho do sistema e também a localização. Assim, algumas marcas são mais populares em alguns países, enquanto perdem mercado em outros. No entanto, existem marcas mais focadas em grandes usinas, e outras com foco mais em inversores de menor potência.
Mas os grandes nomes de fabricantes como ABB/FIMER, Fronius, SMA e Sungrow já possuem solidez no mercado e geralmente aparecem entre as cinco marcas mais utilizadas no mundo todo.
A Ecoa Energias Renováveis comercializa inversores fotovoltaicos string da marca ABB/FIMER. A empresa europeia FIMER está no mercado de inversores desde 1983. Ela adquiriu a divisão de inversores da ABB em 2019. Assim, em agosto deste ano, a conclusão da venda desta divisão foi oficialmente finalizada e a FIMER se tornou com isso aquarta maior fabricante de inversores solares do mundo.
O foco da FIMER é investir cada vez mais em novas tecnologias, dessa forma, trazendo inovação ao mercado. Para conhecer mais sobre a fusão entre ABB e FIMER acesse nosso post sobre o assunto clicando AQUI.
Para saber mais sobre energia solar fotovoltaica fale com nossos especialistas por AQUI.
Sistemas solares fotovoltaicos e raios: preciso me preocupar?
O Brasil é o país com maior incidência de descargas atmosféricas (raios) do mundo. De acordo com os dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil.
Apesar disso, a chance de uma
pessoa morrer atingida por um raio no Brasil ao longo de sua vida é de um em
25.000. Além do risco de vida, que é a maior preocupação, existe a
possibilidade de danos materiais ocasionados por descargas atmosféricas, que
são mais comumente relatados por empresas e pessoas.
Diante deste cenário, é normal que pessoas se preocupem com a proteção contra raios no seu sistema solar fotovoltaico. Afinal, geralmente os módulos fotovoltaicos são instalados em telhados ou em solo, em terrenos descampados.
Então, como proteger um sistema
solar fotovoltaico contra descargas atmosféricas?
Se meu sistema solar fotovoltaico for atingido por um raio o que acontece?
A garantia de performance dos fabricantes da maioria dos módulos fotovoltaicos é entre 25 a 30 anos. Caso um raio atinja os módulos fotovoltaicos eles podem ter sua performance reduzida ou até mesmo sofrer danos irreparáveis.
Por isso existem as medidas de
proteção contra descargas atmosféricas e outros surtos elétricos que veremos a
seguir.
Normas aplicáveis a sistema fotovoltaicos sobre equipamento de proteção de descargas atmosféricas (raios)
Tratando-se de normas brasileiras,
não existe ainda uma norma técnica aplicável exclusivamente a sistemas solares
fotovoltaicos. Existe a norma “ABNT NBR 5419:2015 Proteção contra
descargas atmosféricas” que trata sobre o item de forma geral para qualquer
tipo de edificação e também a norma “ABNT NBR 16785:20197 Proteção contra
descargas atmosféricas – Sistemas de alerta de tempestades elétricas”.
Lembramos também que a instalação
de sistemas fotovoltaicos deve obedecer a norma “ABNT NBR 5410, Instalações
elétricas de baixa tensão”.
Com base na NBR 5419, a avaliação
das medidas protetivas necessárias, parte da avaliação do risco, enquadrados pela
norma em quatro modelos.
R1: risco de perda de vida humana
R2: risco de perda de serviço ao público
R3: risco de perda de patrimônio cultural
R4: risco de perda de valores econômicos
Para cada um desses riscos devem
ser calculados índices. Diversos parâmetros são considerados para obter estes
índices, como localização, estruturas já existentes e entre outros. Com base
nos valores obtidos, a norma estipula quais medidas preventivas são necessárias
para tornar os riscos menores do que o risco tolerável.
Estes riscos e a determinação das
medidas preventivas necessárias devem ser estipulados por um projetista
capacitado. Ele tem condições de analisar a norma, avaliar a incidências de
descargas atmosféricas na região e dimensionar o sistema de proteção mais
adequado.
Além desta norma, existem normas
de referência internacional que podem ser analisadas, conforme complexidade da
usina fotovoltaica a ser instalada.
Tipos de descargas atmosféricas que devem ser avaliadas
Quando os riscos do item anterior
são analisados, eles devem levar em consideração ao menos 5 possíveis cenários de descargas
atmosféricas, são eles:
Descarga direta na estrutura;
Descargas próximas à instalação;
Descargas diretas a uma linha conectada a estrutura;
Descargas próximas a uma linha conectada a estrutura; e
Descargas atmosféricas em outra estrutura na qual a linha da primeira está conectada.
Também todo o entorno do sistema
fotovoltaico deve ser analisado e não somente o sistema em si. Desde estruturas
já existentes até o próprio meio ambiente. O sistema está em zonas descampadas?
Próximos a grandes colinas? Quando tratamos de grandes sistemas fotovoltaicos,
deve-se inclusive separar o sistema por zonas, para assim analisar os riscos
para cada situação especificamente.
Densidade das descargas atmosféricas
Outro fator muito importante é a densidade da descarga atmosférica na região onde o sistema será instalado. O anexo F da parte 2 da NBR 5491 possui um mapa onde é possível ver estes índices. Abaixo vemos um mapa semelhante ao da norma. Percebemos que cada região possui características diferentes em relação as descargas atmosféricas.
Imagem 1: Densidade das descargas atmosféricas (descargas atmosféricas/km2/ano). Fonte: Núcleo de Monitoramento de Descargas Atmosféricas – ELAT.
Quais são os sistemas de proteção mais comum aplicados?
Ao dimensionar um Sistema de
Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA) e outros equipamentos de proteção
contra surtos, alguns elementos de proteção devem ser considerados. Abaixo
veremos os principais.
1. Sistema de aterramento
O aterramento é basicamente um
sistema que funciona transmitindo qualquer carga “extra” do sistema para o solo
(terra). A ideia é que toda a edificação e estrutura forme uma malha de
aterramento, unindo todos os pontos que podem sofrer com descargas elétricas
até a terra.
2. Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS)
O DPS também é um dispositivo que
protege o sistema e seus equipamentos contra sobrecargas, sejam elas descargas
atmosféricas, chaveamentos na rede elétrica (que pode ser um liga e desliga da
concessionária, por exemplo) ou liga e desliga de motores elétricos.
A função do DPS é desviar o surto
(sobrecargas) para a terra e deixar passar apenas a tensão que os equipamentos
instalados são capazes de suportar. Ele fecha um curto circuito entre fase e
terra desviando a corrente para o sistema de aterramento.
No sistema fotovoltaico deve-se ter pelo menos um DPS entre os módulos fotovoltaico e o inversor, e pelo menos um DPS entre o inversor e a rede elétrica. Dessa forma você protege tanto descargas provenientes da corrente contínua (que vem dos módulos), quanto da corrente alternada (que sai do inversor, e também vem da rede elétrica). Veja o esquema abaixo para entender.
Imagem 2: Esquema de DPS e malha de aterramento. Fonte: adaptado de Clamper.
Alguns inversores podem vir com o
DPS do fotovoltaico (DPS FV) integrado. É o caso de inversores de potência
acima de 10 kWp da marca ABB, que a Ecoa Energias Renováveis comercializa.
Neste caso o inversor já possui proteção interna que faz a função do DPS FV.
Em alguns sistemas fotovoltaicos
o DPS FV também pode vir acoplado a String Box (equipamento que recebe todo o
arranjo, cabeamento, dos módulos fotovoltaicos).
Em grandes usinas solares
fotovoltaicas o equipamento que recebe o arranjo dos módulos é chamado de
String Combiner, ele também pode vir com DPS do fotovoltaico já integrado.
No esquema, também mostramos o
DPS do quadro medidor, que é obrigatório por norma independente do
estabelecimento possuir ou não fotovoltaico.
Existem diversos modelos e
classes de DPS que são comercializados, apenas um profissional habilitado
poderá dimensionar a proteção mais adequada para seu sistema fotovoltaico.
3. Para-raios:
Assim como os outros equipamentos
de proteção, a função do para-raios é direcionar o excesso de descargas
elétrica até o solo através da malha de aterramento. A diferença é que ele
funciona de forma a atrair diretamente para si as cargas elétricas que cairiam
sobre os equipamentos ou a edificação, evitando o impacto direto.
Um ponto relevante é tomar muito
cuidado com o posicionamento destes equipamentos, para gerarem o mínimo de
sombra possível nos módulos fotovoltaicos.
Imagem 3: para-raios em usina solar fotovoltaica.
Vale ressaltar que o uso de
para-raios é mais comum em usinas de grande porte situadas em regiões onde a
densidade de descargas elétricas é muito alta.
3. Outros dispositivos
Ainda podem existir outros
dispositivos para ajudar a mitigar riscos e danos ocasionados por descargas
elétricas. Se a planta fotovoltaica possui uma operação em larga escala, onde
manutenções preventivas são mais comuns, pode ser necessário instalar sistemas de
detecção e alertas de raios. Estes se enquadram na norma “NBR 16785:2019 Proteção
contra descargas atmosféricas – Sistemas de alerta de tempestades
elétricas”.
O objetivo destes sistemas de
aviso é principalmente preservar a vida humana. Geralmente as grandes usinas
fotovoltaicas são em locais abertos e pode ser necessário deslocar funcionários
e outras pessoas que estejam na área para áreas abrigadas durante uma
tempestade.
Diferenças mais comuns entre grandes usinas fotovoltaicas e projetos residenciais
O quanto uma usina gera de
energia solar fotovoltaica está diretamente ligado, entre outros fatores, a
área de captação da radiação solar, ou seja, a área dos módulos fotovoltaicos.
Quanto maior a área da usina, de forma generalista, mais suscetível a descargas
atmosféricas a usina estará.
Quando falamos de sistemas residenciais geralmente a instalação do sistema fotovoltaico acontece em estruturas já previamente existentes. Nestes casos um profissional habilitado deve analisar a proteção contra descargas atmosféricas já existente na edificação e projetar medidas adicionais que funcionaram em conjunto após o sistema instalado.
No geral, a malha de aterramento
de sistemas fotovoltaicos para residências é conectada diretamente na malha de
aterramento já existente. Lembrando que um profissional habilitado deve validar
se a malha existente tem condições de receber essa conexão. Além disso, é
necessário o uso de DPS antes e depois do inversor fotovoltaico, conforme
descrevemos no item 2. Já o uso de para-raios em sistemas fotovoltaicos
residências é extremamente raro, já que a possibilidade de o sistema receber
uma descarga direta é muito baixa.
Em se tratando de grandes usinas
os cuidados devem ser redobrados. Geralmente são localizadas em terrenos
descampados, muitas vezes em áreas agrícolas que podem possuir maior incidência
de descargas atmosféricas. Nestes casos a usina terá sua própria malha de
aterramento e pode ser necessário uso de para-raios, e, também de sistemas de
alerta e avisos de tempestades.
Independente do tamanho da usina
fotovoltaica uma boa prática é utilizar a própria estrutura metálica da usina
para levar hastes de aterramento até o solo, ajudando a dissipar sobrecargas
elétricas.
Análise de custo dos sistemas de proteção versus possíveis danos ao sistema
Em todo o projeto de sistema de
proteção contra descargas atmosféricas é necessário avaliar a relação entre o
custo da proteção em relação as possíveis perdas com ou sem as medidas
protetivas.
Por isso, não é comum vermos
para-raios em sistemas residências, por exemplo. A probabilidade de um raio
cair em um sistema residencial é tão pequena que não vale o investimento neste
tipo de sistema protetivo. O que temos que garantir sempre é eliminar o risco
de perda de vida humana.
Já para usinas maiores, como o
custo de todo o projeto em si já é mais elevado, pode fazer sentido a
instalação até mesmo de medidas preventivas adicionais as estipuladas por
norma.
Conclusão e o que exigir de empresas que instalam sistemas fotovoltaicos
Alguns itens relevantes não foram
tratados especificamente neste texto. Como por exemplo, tipo de cabeamento,
infraestrutura elétrica, marca e modelo de equipamentos utilizados na
instalação do sistema fotovoltaico de forma geral.
Para mitigar ao máximo os riscos
de danos por descargas elétricas, além de dimensionar um correto sistema
preventivo, todos os itens do sistema fotovoltaico devem ser de boa qualidade,
com certificados que comprovem sua eficiência e segurança. Uma boa instalação
dos componentes também é de extrema importância. De nada adianta ter sistemas
de proteção, se existirem cabos mal conectados, por exemplo.
Além disso, como já comentamos,
todo o entorno do sistema e estruturas pré-existentes no local e em suas
proximidades devem ser considerados. A localização do sistema também é um item
de extrema importância, cada região do país possui densidades diferentes de
descargas atmosféricas e de forma especifica o local pode ter algo que “atraia”
maior quantidade de raios, como ser próximo a grandes colinas ou em áreas
descampadas.
Como cada projeto é único e
específico é necessário ter ao lado, profissionais habilitados e experientes.
Antes de fechar negócio questione a empresa com relação ao corpo técnico, se
existem engenheiros eletricistas e outros profissionais capacitados. Exija o
registro do profissional no CONFEA/CREA.
Pergunte sobre as medidas
preventivas dos equipamentos e do sistema fotovoltaico. Exija certificados dos
equipamentos e também um documento que comprove que a instalação foi checada e
está conforme especificada em projeto.
Um bom projetista, vai além de
respeitar normas técnicas, ele deve ter o discernimento de avaliar todas as
possibilidades independente se previstas por norma ou não.
Se precisar de profissionais habilitados para desenvolver seu projeto, entre em contato com a Ecoa Energias Renováveis, clicando AQUI.
Entenda quais são os modelos de geração de energia solar fotovoltaica disponíveis para você e sua empresa!
A geração solar fotovoltaica é a energia produzida a partir do sol. É uma fonte de energia limpa, renovável e inesgotável. Você pode gerar sua própria energia solar instalando um sistema para atender o consumo de sua residência, comércio ou indústria. Neste post você irá conhecer os modelos de geração de energia solar disponíveis.
A geração de energia solar para os consumidores foi normatizada no dia 17 de abril de 2012 pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que publicou a Resolução Normativa nº 482. A partir da resolução o consumidor está autorizado a gerar sua própria energia, fornecendo o excedente desta geração para a rede pública e ganhando créditos na forma de desconto na conta de energia.
Quando um consumidor, seja
pessoa física ou jurídica, decide gerar sua própria energia, seu sistema de
geração será considerado como uma Geração Distribuída, pois gera energia no
ponto de consumo. Já a Geração Centralizada é aquela produzida por grandes
usinas e enviada ao consumidor pelas linhas e redes de transmissão por meio das
concessionárias de energia de cada região.
Geração distribuída: microgeração e minigeração
A Resolução da ANEEL nº 482 abrange sistemas de geração de até 5MW de potência instalada. Dessa forma, vale lembrar que, a resolução também enquadrou outros sistemas de geração por fontes renováveis além da fonte solar.
A ANEEL também dividiu a
geração distribuída em micro e mini geração da seguinte forma:
Microgeração distribuída: central geradora de energia elétrica, com potência
instalada menor ou igual a 75 kW e
que utilize cogeração qualificada ou fontes renováveis, conectada na rede de
distribuição por meio de unidades consumidoras.
Minigeração distribuída: mesmo critérios da microgeração, porém com potência
instalada superior a 75 kW e menor ou
igual a 5MW.
Sistema de créditos
Quando um micro ou mini gerador gera energia e não consome instantaneamente, esse excedente de energia é injetado na rede da distribuidora de energia local. Desse modo, é como se o gerador fizesse um empréstimo gratuito a distribuidora. Então o gerador terá direito a utilizar esses créditos de energia num período de 60 meses.
Assim, os créditos podem ser utilizados na própria unidade consumidora geradora, ou em outra unidade consumidora contanto que estejam no mesma titularidade e dentro da mesma área de concessão da distribuidora local.
Assim sendo, vale ressaltar, também que o sistema de créditos é válido para micro e mini geradores de energia independente do modelo de geração distribuída em que estão inseridos. Vamos ver quais são estes modelos nos próximos tópicos.
3 modelos de Geração distribuída de energia solar
No modelo mais comum de geração distribuída, o consumidor gera a sua própria energia no mesmo local em que consome, isto é, geração junto à carga ou consumo local. Por exemplo, você possui um sistema instalado em sua residência e esta mesma residência consome a energia que seu sistema gera. A energia exportada para rede, pode ainda, virar créditos conforme apresentado no tópico anterior.
Assim, a partir de novembro de 2015 que outros modelos de geração de energia solar foram inseridos na Resolução Normatiza nº 482 trazendo um leque de novas possibilidades aos consumidores. Foi a Resolução Normatiza nº 687 que modificou a Resolução nº 482. Desse modo, as novas opções de modelos de geração passaram a ter validade partir do dia 1º de março de 2016.
A seguir citamos 3 modelos de geração de energia solar que talvez você ainda não conheça!
1. Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras – EMUC
É um sistema que permite que condomínios horizontais e verticais, sendo eles residenciais e/ou comerciais instalem um sistema de micro ou mini geração distribuída de energia e compartilhem a energia gerada pelo sistema entre as unidades consumidoras.
As unidades consumidoras deverão ser localizadas em uma mesma propriedade ou em propriedades contíguas.
Construtoras já estão investindo em energia solar utilizando o modelo de geração EMUC
A Construtora MRV, por exemplo, pretende até 2022 lançar todos seus empreendimentos já com energia solar. A MRV foi a responsável pela instalação dos primeiros grandes sistemas no modelo de empreendimento com múltiplas unidades consumidoras. O empreendimento Spazio Parthenon, localizado em Belo Horizonte/MG foi o pioneiro no país. Desde sua inauguração em maio de 2018, de acordo com a MRV, o sistema do empreendimento já gerou mais de R$ 613 mil em economia para os seus moradores.
Empreendimento Spazio Parthenon da Construtora MRV. Foto: Grupo MRV.
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2. Geração compartilhada
É caracterizada pela reunião de consumidores por meio de consórcio ou cooperativa. Assim, pode ser composta por pessoas físicas ou jurídicas que possuam unidade consumidora com micro ou mini geração distribuída em local diferente da onde a energia excedente será compensada, desde que dentro da mesma área de concessão.
Um grupo de lojista, por exemplo, poderiam se unirem e instalarem um sistema de energia solar fotovoltaica em um terreno mais afastado, onde a valorização do imóvel é baixa e não há incidência de sombra, que é muito comum nos centros das grandes cidades.
Por outro lado, outro exemplo pode ser os moradores de um condomínio vertical que não possuem espaço físico dentro do terreno para instalar um sistema. Pois, eles podem via cooperativa instalar um sistema solar em um terreno em outra localização e utilizar a energia gerada para distribuir entre as unidades consumidoras do condomínio. No entanto, é bom lembrar que caso haja espaço físico no próprio terreno do condomínio, o modelo de geração seria o EMUC.
3. Autoconsumo remoto
Nesta modalidade, o micro ou mini gerador possui unidades consumidoras na mesma titularidade (pessoa física ou jurídica), e deverá ter unidade consumidora com sistema de geração distribuída em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada. De fato, isso só é possível se as unidades consumidoras estiverem dentro da mesma área de concessão da distribuidora de energia local.
Assim, pode ser uma vantagem nos casos em que o local em que você queira utilizar a energia não possua espaço físico para a instalação de um sistema. Por outro lado, no caso de possuir uma empresa com diversas filiais, e instalar o sistema em apenas uma delas e gerar energia de forma remota para as outras filiais (desde que as filiais tenham o mesmo CNPJ raiz).
Exemplo de um projeto Ecoa Energias Renováveis no modelo autoconsumo remoto
A Confeitaria Semente da Terra possui sua sede em Joinville/SC, assim, devido aos altos custos de energia os proprietários decidiram investir em energia solar. Assim, para conseguir uma redução no consumo de mais de 90% seria necessária a instalação de 440 módulos solares, o que daria uma área aproximada de 880 m² em módulos.
Como a sede da confeitaria não possui este espaço físico, optou-se por instalar o sistema em outro local. O sistema foi então instalado em um terreno dos proprietários em Barra do Sul/SC. O interessante, aliás, é que o terreno não fica localizado em uma área nobre, o que acabou sendo um ótimo investimento para os proprietários. Dessa forma, o sistema gera energia em Barra do Sul, e esta energia é consumida em Joinville.
[rock-convert-pdf id=”7246″]
Qual o modelo de geração de energia solar do meu sistema solar fotovoltaico?
Sabemos que muita informação
pode lhe deixar confuso. Pensando nisso fizemos um gráfico para facilitar o
entendimento e ser mais fácil de perceber qual seria o melhor enquadramento
para seu projeto.
De fato, é importante destacar, também que seu projeto pode se enquadrar em mais de um modelo de geração. Por exemplo, você possui um sistema em sua residência e este mesmo sistema abastece tanto a própria residência quanto um sítio em outra cidade. Dessa maneira, você possui geração junto à carga e também autoconsumo remoto.
Descubra em qual modelo de geração seu projeto se enquadra. Fonte: adaptado Bright Strategies.
A Ecoa Energias é especialista em
energia solar fotovoltaica e estamos à disposição para esclarecer suas dúvidas.
Entre em contato diretamente pelo nosso WhatsApp que
ajudamos a entender qual é a melhor opção para você ou sua empresa!
Olá Marcos, obrigado por sua mensagem. Entre em contato conosco para avaliarmos qual seria a melhor opção para sua realidade e passarmos uma estimativa de valores mais precisa. Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF
Quais as diferenças de custo de cada uma delas?
Olá Marcos, obrigado por sua mensagem. Entre em contato conosco para avaliarmos qual seria a melhor opção para sua realidade e passarmos uma estimativa de valores mais precisa. Nos chame pelo WhatsApp (47) 9950 9012 ou clique aqui: https://bit.ly/3M9CUTF