Ministério de Minas e Energias inaugura planta fotovoltaica na sua sede do Governo Federal.
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, inaugurou no dia 17 de novembro o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado do edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição.
Com o projeto, o MME passará a compensar parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do Orçamento do Governo Federal. A potência de geração da mini usina representa por volta de 5% a 7% do consumo do edifício, que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira (3 a 4 pessoas consumindo 300kWh/mês).
A energia que vier a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semanas e feriados) será entregue à distribuidora de energia elétrica local e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses. A energia elétrica gerada pelo sistema solar fotovoltaico no prédio do MME evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Além disso, a geração de energia solar, limpa e renovável, é importante para o país atingir suas metas assumidas na COP 21. No acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.
Em março de 2015, o MME lançou o “Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas”, elaborado em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). A publicação, aborda as principais etapas a serem contratadas em projetos de revitalização típicos em edificações públicas, para fins de eficiência energética.
Cada vez mais a eficiência energética está em voga também no poder público com novas referências de crescimento para um sistema de geração de energia limpo, econômico e eficaz. A ECOA acredita neste crescimento como um processo natural de consciência socioambiental no qual traz além de crescimento econômico, novas formas de trabalhar em comunhão a um bem maior que é o meio ambiente, fazendo assim um acordo mútuo de cooperação e crescimento consciente do país como um todo.
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, inaugurou no dia 17 de novembro o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado do edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição.
Com o projeto, o MME passará a compensar parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do Orçamento do Governo Federal. A potência de geração da mini usina representa por volta de 5% a 7% do consumo do edifício, que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira (3 a 4 pessoas consumindo 300kWh/mês).
A energia que vier a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semanas e feriados) será entregue à distribuidora de energia elétrica local e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses. A energia elétrica gerada pelo sistema solar fotovoltaico no prédio do MME evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Além disso, a geração de energia solar, limpa e renovável, é importante para o país atingir suas metas assumidas na COP 21. No acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.
Em março de 2015, o MME lançou o “Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas”, elaborado em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). A publicação, aborda as principais etapas a serem contratadas em projetos de revitalização típicos em edificações públicas, para fins de eficiência energética.
Cada vez mais a eficiência energética está em voga também no poder público com novas referências de crescimento para um sistema de geração de energia limpo, econômico e eficaz. A ECOA acredita neste crescimento como um processo natural de consciência socioambiental no qual traz além de crescimento econômico, novas formas de trabalhar em comunhão a um bem maior que é o meio ambiente, fazendo assim um acordo mútuo de cooperação e crescimento consciente do país como um todo.
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Reajuste médio nas tarifas da Celesc será de 7,85% em 2017
A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL anunciou, ontem, pela manhã, o resultado do Reajuste Tarifário Anual da Celesc Distribuição apresentando as novas tarifas de energia elétrica para cada classe de consumidores. O Efeito Tarifário Médio, em vigor a partir de 22 de agosto, será de 7,85%.
Para os consumidores residenciais atendidos em Baixa Tensão, o chamado Grupo B, que representa 79% dos consumidores da Empresa, o efeito médio percebido da Revisão será de 7,90%.
Para os consumidores atendidos em Alta Tensão, como indústrias e unidades comerciais de grande porte como Shopping Centers, o chamado Grupo A, o efeito médio será de 7,77%. Veja abaixo o resumo no quadro:
Levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Solar
Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que o Brasil deverá ter um salto de 44% na
capacidade instalada desta fonte de energia em 2019. Nesta perspectiva o país
chegaria à marca de 3,3 gigawatts (GW) da fonte em operação.
O ano também deve marcar uma virada para o mercado solar
brasileiro, segundo a entidade, com a expansão puxada pela chamada geração
distribuída — em que painéis solares em telhados ou terrenos geram energia para
atender à demanda de casas ou de estabelecimentos comerciais e indústrias.
Os projetos de geração distribuída (GD) deverão acrescentar
628,5 megawatts (MW) em capacidade solar ao país, um crescimento de 125 por
cento, enquanto grandes usinas fotovoltaicas devem somar 383 MW até o final do
ano, um avanço de 21%.
Entre 2017 e 2018, a geração distribuída já havia mostrado
ritmo mais forte, com expansão de 172%, contra 86% nas grandes usinas, mas os
projetos de GD, menores, adicionaram naquele período 317 MW, contra 828 MW dos
empreendimentos de grande porte, viabilizados após leilões de energia do
governo.
Com a disparada das tarifas de energia no Brasil desde 2015
e a redução nos custos de equipamentos fotovoltaicos, os investimentos em GD
podem ser recuperados em um período de três a sete anos. A ABSOLAR estima que a
expansão da fonte neste ano deverá gerar investimentos totais de 5,2 bilhões de
reais, com cerca de 3 bilhões de reais para a geração distribuída.
Quer começar a gerar sua própria energia de sua casa ou empresa? Aproveite os benefícios do sistema ECOA. Clique aqui e faça uma simulação sem compromisso!
Energia solar no Brasil: 6 notícias que mostram seu potencial!
A energia solar fotovoltaica no Brasil e no mundo evolui de
forma tão rápida que realmente fica difícil acompanhar tudo que está
acontecendo. Tivemos um crescimento de mais de 3.000% em potencia instalada no
Brasil nos últimos 3 anos.
Separamos 6 notícias importantes para o setor divulgadas no mês de setembro de 2019. Também mostramos o que diz o relatório divulgado em junho deste ano sobre os empregos que o setor de energias renováveis gerou no país.
Vamos para as notícias? Boa leitura!
1. Investimentos em energia solar fotovoltaica ultrapassa R$ 15 bilhões no Brasil
A Ecoa Energias Renováveis esteve presente em mais uma edição
da Intersolar South America, o maior encontro sobre energia solar da América
Latina. Durante sua abertura alguns dados foram apresentados por Rodrigo
Sauaia, presidente da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar
Fotovoltaica).
Entre os pontos relevantes divulgados, destacamos que o
Brasil já investiu mais de R$ 15 bilhões em geração solar fotovoltaica. No
final de 2016 a energia fotovoltaica representava pouco mais de 80 MW (cerca de
0,1% da matriz energética), em 2019 o Brasil já atingiu a marca de 3.000 MW em
potencia instalada. A maior parte do investimento, cerca de R$ 10 bilhões foram
para a geração centralizada. A geração distribuída, apesar da parcela menor
investida, já conta com mais de 128 mil unidades consumidoras no Brasil.
Fonte: Portal Solar, divulgado em 9 de setembro de 2019.
2. Brasil é o segundo maior empregador na cadeia de energia limpa
De acordo com o relatório Renewable Energy and Jobs produzido e divulgado pela IRENA, em 2018 o Brasil gerou 1,125 milhões de empregos na cadeia de produção de energias renováveis.
O país foi o segundo do mundo ficando atrás apenas da China.
Quando consideramos a União Européia como um todo, o Brasil fica em terceiro no
ranking. A cadeia de energia solar
fotovoltaica empregou mais de 15 mil pessoas em 2018 no país. Já o setor de
biocombustíveis ainda é o mais expressivo, empregando cerca de 832 mil pessoas.
3. Brasil ganhará segundo maior parque solar do mundo
O maior parque solar do Brasil e segundo maior do mundo será
construído na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. O projeto foi
elaborado para uma capacidade instalada de 1.200 MW. O investimento ficará em
torno de R$ 5 bilhões espalhados por uma área de 2,4 mil hectares de terreno.
A inciativa é da ENESF (Energias do São Francisco), uma
associação de empresas e investidores do estado do Sergipe. O projeto já está
aprovado e sua primeira fase contará com a instalação de 600 MW, com aquisição
via leilão do Governo Federal, previsto para outubro deste ano.
O parque solar brasileiro ficará atrás apenas do Golmud Deset
Solar Park, que fica na China e possui capacidade de 1.800 MW.
Fonte: Portal Solar, divulgado em 8 de setembro de 2019.
[rock-convert-pdf id=”6782″]
4. Brasil é um dos maiores alvos da China para investimento em energia solar
A China domina a produção de produtos do sistema solar no
mundo todo. A importação de placas solares cresceu cerca de 24% no Brasil no
primeiro semestre deste ano e o país se tornou alvo dos Chineses.
O Brasil está entre os cinco mercados mais atraentes para China, de acordo com o diretor-geral da Trina
Solar, Álvaro García-Maltrás. As empresas Chinesas que dominam o mercado
brasileiro são: Trina, Jinko, BYD, JA Solar e a Canadian Solar
(sino-canadense). Hoje a China comercializa para o Brasil apenas os modulos
solares fotovoltaicos, porém a ideia é expandir para outros produtos do setor.
Fonte: Portal Solar, divulgado em 7 de setembro de 2019.
5. SENAI anuncia aumento na oferta de cursos em energia solar fotovoltaica
O SENAI anunciou uma expansão para mais 10 escolas ao redor
do Brasil para atender a demanda do setor solar fotovoltaico. A ideia é
treinar, capacitar, prepar e adiquirir equipamentos básicos para os cursos
durante os próximos 24 meses.
A ideia surgiu devido as expectativas positivas de expansão
do mercado e como consequência, a busca por profissionais capacitados. Hoje, a
Escola SENAI já oferece 24 cursos sobre energias renováveis, sendo 14 destes
com foco em energia solar fotovoltaica e térmica. Santa Catarina ainda não esta
entre os estados com cursos disponíveis, mas já é considerada nesta nova
expansão.
Fonte: ABSOLAR, divulgado em 10 de setembro de 2019.
6. Bolsonaro anuncia que quer instalar usinas solares na Esplanada dos Ministérios
No dia 5 de setembro o Presidente Jair Bolsonaro anunciou em
seu Twitter que o governo prevê reduções de até 90% com os gastos de energia. O
projeto é uma iniciativa governamental intitulado como “Esplanada Sustentável”.
A ideia é instalar micro usinas fotovoltaicas nos prédios anexos da Esplanada
dos Ministérios.
As primeiras revisões contratuais já preveem uma redução de
R$ 2,6 milhões por ano com estes novos investimentos. O acompanhamento destas
informações e implantação das soluções será registrado por meio de um portal
que será criado pelo ministério da Economia. Neste portal será possível
acompanhar os dados referente ao consumo de energia de todos os órgãos assim
cadastrados.
A energia solar fotovoltaica é uma realidade e seu crescimento é exponencial. O mercado brasileiro está em expansão e o setor já atraiu atenção do governo.
De acordo com a ABSOLAR, em 2040 a fonte solar conquistará o primeiro lugar no ranking da matriz energética brasileira com 32% de participação. Em segundo lugar deve ficar a hidreletricidade, que conforme previsões representará cerca de 29%.
Se você acha que a energia solar fotovoltaica é uma excelente
opção, porém é muito cara, saiba que o preço do sistema está cada vez mais
acessível. Como a procura pela energia fotovoltaica aumentou muito, os
materiais ficaram mais baratos e os bancos estão praticando taxas de financiamento
bem atrativas.
Quer saber quanto você pode economizar com um sistema solar fotovoltaico? Acesse nosso simulador por AQUI.
As notícias divulgadas pela Agência Nacional de Energia
Elétrica – ANEEL nas últimas semanas geraram um agito e inquietação no setor de
energia solar fotovoltaica. No dia 15 de outubro de 2019, a ANEEL abriu
consulta pública para receber contribuições à proposta de revisão da Resolução
Normativa 482/2012, que se refere às regras aplicáveis a micro e mini geração
distribuída.
Com este cenário e com tantas notícias sendo divulgadas, nem todas verdadeiras, decidimos explicar o que a ANEEL está sugerindo com essas possíveis alterações. Vamos ver o que isso efetivamente impacta para quem já gera sua energia a partir do sol e também para quem está pensando em instalar um sistema!
Contexto histórico
A revisão da Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL está longe
de ser novidade. Lá em 2015, quando houve a publicação da resolução 687/2015,
que alterou a 482/2012, já havia sido previsto para este ano, de 2019, a revisão
da norma para micro e mini geradores de energia solar fotovoltaica.
O que acontece é que lá em 2012 foram concedidos alguns
benefícios fiscais para geradores de energia solar fotovoltaica no país. Entre
este benefícios, está o uso da rede da concessionária. Quando o micro e mini
gerador de energia injeta energia na rede da concessionária, no sistema atual,
ele não paga pelo uso da rede. Ele também não paga pelo uso da rede quando esta
energia volta em forma créditos para ele.
Todos esses benefícios ajudaram para que a energia solar
fotovoltaica no Brasil sentisse um crescimento exponencial. Esses benefícios
garantiram o interesse por parte do gerador e também impulsionou o mercado como
um todo.
Agora o que a ANEEL está propondo é eliminar alguns desses benefícios. Mas o que efetivamente mudaria?
Como funcionam os benefícios para geração fotovoltaica hoje
Primeiro vamos entender do que é composta a fatura de energia
atualmente. Temos a taxa relativa a tarifa de energia (TE) que é basicamente o
valor para distribuir a energia elétrica, nela ainda temos a incidência de
encargos. Além da TE, existe a TUSD que é Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos
de Distribuição, ou seja, o valor relativo ao uso da rede, da fiação propriamente
dita, mais encargos e perdas.
A porcentagem de cada uma dessas tarifas na soma do quanto você paga pela energia, varia de estado para estado ou até de concessionária para concessionária. Além disso, existem benefícios também para algumas situações, como a tarifa social. Porém, de forma geral, as porcentagens ficam próximas aos valores mostrados na imagem abaixo.
Imagem 1: composição da tarifa de energia. Fonte: adaptado de Bright Strategies.
Quando o micro e mini gerador gera energia por fonte solar, boa parte dessa geração é absorvida no seu consumo instantâneo e não passa pela rede da concessionária. O consumo instantâneo então não é “taxado” e como o próprio nome diz, é consumido na hora. Isso não irá mudar. Saiba mais sobre consumo instantâneo clicando AQUI.
Agora, com relação a parcela de energia que é gerada a mais do que a consumida instantaneamente, ou seja o excedente de energia que é injetada na rede, nesses casos, a ANEEL propõe uma mudança. Quando essa energia injetada na rede retorna em forma de créditos, ela é abatida da sua fatura de energia. O valor dos créditos na hora do abatimento, também varia de estado para estado. A exemplo de Santa Catarina, cobra-se apenas o ICMS da TUSD e o restante da tarifa de energia retorna no mesmo valor, a maioria dos estados trabalha desta maneira.
[rock-convert-pdf id=”6922″]
O único estado em que hoje, os créditos são abatidos de forma integral é o de Minas Gerais. De forma resumida, hoje os créditos de energia do micro e mini gerador para a maioria dos estados brasileiros é cerca de 92% do valor total da composição da tarifa de energia (imagem 2). É o mais perto que temos da Alternativa 0 da ANEEL.
Mas o que é a Alternativa 0 da ANEEL? A ANEEL elencou alternativas de 0 a 5 para estudar possíveis alterações no valor do crédito do micro e mini gerador de energia solar. Na alternativa 0, o valor do crédito abatido seria o mesmo da tarifa de energia, ou seja, o abatimento do crédito seria integral. Porém, lembramos que a maioria dos estados já paga ICMS da TUSD.
Imagem 2: o mais perto que temos da Alternativa 0 da ANEEL. O valor do crédito compensado hoje na maioria dos estado é abatido integralmente exceto pelo ICMS da TUSD.
O que muda para quem já tem um sistema instalado
Para aqueles que já geram sua própria energia a partir do sol
ou pra quem protocolar o sistema antes da publicação da revisão da norma
(prevista para o 1º semestre de 2020, segundo a ANEEL), os benefícios continuam
os mesmo aplicáveis hoje até 2030.
E depois de 2030? Após este ano, se aprovada a alteração normativa, as mudanças passam a ser as previstas na Alternativa 5, que corresponde a um valor de crédito de aproximadamente 38% do total da fatura de energia (lembrando que a porcentagem varia um pouco de estado para estado). Isto quer dizer que no abatimento de créditos será compensado apenas a parcela referente a Tarifa de Energia, sem encargos, conforme imagem abaixo.
Imagem 3: Alternativa 5 da ANEEL, onde o valor do crédito só é compensado no valor da taria de energia.
O que muda na Geração Distribuída Local para quem protocolar depois da publicação da nova resolução da ANEEL
Para a geração distribuída local em que consumidores protocolarem a solicitação após publicação da norma, será aplicada a Alternativa 2. Nesta Alternativa não são compensadas as tarifárias TUSD Fio B e Fio A (imagem 4). Quando atingida a potência instalada adicional de 4,7 GW (ou 6,6 GW em todo país), passa a valer para estes consumidores a Alternativa 5 (compensação somente da componente tarifária TE Energia, conforme imagem 3).
Imagem 4: Resumo da Alternativa 2 proposta pela ANEEL, em que não são compensadas as tarifas TUSD Fio A e Fio B.
O que muda para Geração Distribuída Remota?
Para quem já tem um sistema de geração distribuída remota, ou
seja, aqueles que geram energia em um local e consomem em outro, valem as mesmas
regras existentes hoje, até 2030. Depois de 31/12/2030, se aprovadas as
alterações, fica valendo também a Alternativa 5 da ANEEL (imagem 3).
Para aquelas que protocolarem a solicitação após publicação da norma, será aplicada diretamente a Alternativa 5.
Em que situação está este processo?
A ANEEL abriu a Consulta Pública 025/2019 no dia 15 de outubro. Você pode consultar por AQUI. Este é o momento de analisarmos as propostas da ANEEL e sugerir contribuição as mudanças normativas. Cabe aos profissionais da área, bem como a população em geral participarem e contribuírem como indicações e orientações. Esta consulta pública vai até 30/12/2019.
Após este período a ANEEL analisa as contribuições recebidas e tem autoridade para homologar as mudanças ou reavaliar o caso.
Importância da geração solar fotovoltaica para o país
O aumento da demanda do consumo energético no país é
crescente. Investir em energia solar fotovoltaica representa redução de perdas,
alívio da demanda elétrica no período diurno, tudo isso por meio de fonte
renovável e inesgotável. Além disso, a economia do país como um todo é impactada
positivamente, com a geração de novos empregos, arrecadação de diversas formas
de tributos, redução da emissão de CO2 na atmosfera com a geração de energia
limpa e renovável e oferecendo a população uma forma de reduzir os gastos com
energia elétrica.
Todos estes incentivos fornecidos para a geração solar são responsáveis por tornar esta economia circular e o crescimento dessa fonte de energia exponencial.
Conclusão e resumo
Com o rompimento dos benefícios para energia solar pode haver
uma desaceleração do mercado e seu crescimento deixar de ser exponencial. Vale
lembrar que ninguém poderá “taxar” o sol. Não existe a possibilidade de imporem
uma taxa cobrada para a energia solar gerada e consumida instantaneamente. O
que pode existir é uma cobrança pelo uso da rede da concessionária, então, a
única energia que pode ser “taxada” é aquela que for injetada na rede.
Fizemos também um infográfico, mostrando as Alternativas de 0 a 5 estudas pela ANEEL. Veja abaixo para maior compreensão. Ressalvando que para quem já gera energia solar ou protocolar o pedido antes da publicação da revisão da norma, nada muda até 2030. Após 2030, os sistemas seriam encaixados na Alternativa 5, caso a proposta da ANEEL seja aprovada.